Jornal da Noite

Jovem é preso por engano e passa festas de fim de ano na cadeia no Ceará

João Victor Santos da Silva foi confundido com foragido por ter o mesmo nome; falha na filiação enviada pela Polícia Civil causou detenção injusta de 15 dias

RAFAEL ARAÚJO

09/01/2026 • 22:56 • Atualizado em 09/01/2026 • 22:56

Jovem é preso por engano e passa festas de fim de ano na cadeia no Ceará

Jovem é preso por engano e passa festas de fim de ano na cadeia no Ceará

Reprodução/Jornal da Noite

Um erro em um mandado de prisão expedido pela Polícia Civil do Ceará levou à prisão injusta de um jovem de 21 anos, que passou o Natal e o Ano Novo em uma unidade prisional na Região Metropolitana de Fortaleza. João Victor Santos da Silva foi detido após ser confundido com um foragido da Justiça que possui exatamente o mesmo nome.

Compartilhar

A prisão ocorreu na véspera de Natal, enquanto João Victor estava em seu local de trabalho. O alvo real da investigação, suspeito de associação criminosa, é um homônimo do jovem. Embora os nomes dos envolvidos fossem idênticos, o nome das mães era diferente, detalhe que não foi observado no momento da abordagem policial.

Falha administrativa e 15 dias de detenção

De acordo com informações do Tribunal de Justiça do Ceará, a falha teve origem no compartilhamento de dados entre as instituições. A Polícia Civil encaminhou a filiação de forma incorreta para a Vara de Delitos de Organizações Criminosas de Fortaleza. Esse equívoco fez com que o mandado de prisão fosse expedido contra o João Victor errado.

O jovem permaneceu detido por 15 dias, enfrentando o que descreveu como dias de profundo sofrimento dentro da penitenciária. A liberdade só foi concedida nesta semana, após a Justiça identificar o erro processual e confirmar que o cidadão detido não era o investigado procurado.

Reação e soltura

Vídeos registrados por familiares e amigos mostram o momento da saída de João Victor da penitenciária. O grupo aguardava o rapaz com cartazes e manifestações de alívio após o período de encarceramento indevido.

Até o momento, a Polícia Civil não detalhou como a troca de filiações ocorreu no sistema que alimenta as decisões da Vara de Delitos.

Tópicos relacionados