Jornal da Noite

Juliana Rosa analisa recuperação judicial de R$ 4 bi do Grupo Fictor

Empresa que tentou adquirir o Banco Master antes da liquidação alega crise de reputação; Banco Central suspeita de "cortina de fumaça" e falta de fundos

Por Redação
REDAÇÃO

02/02/2026 • 23:23 • Atualizado em 02/02/2026 • 23:23

Juliana Rosa
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O Grupo Fictor, protagonista de uma tentativa frustrada de aquisição do Banco Master em novembro do ano passado, protocolou oficialmente um pedido de recuperação judicial. A holding e a Fictor Invest acumulam uma dívida total de R$ 4 bilhões.

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O pedido ocorre meses após o grupo, em conjunto com investidores árabes, apresentar uma proposta de compra do banco apenas um dia antes da decretação de sua liquidação extrajudicial pelo Banco Central.

Segundo a análise de Juliana Rosa, a tentativa de aquisição foi barrada pela autoridade monetária devido a suspeitas de fraude em operações envolvendo o BRB (Banco de Brasília). Nos bastidores do Banco Central, a movimentação do grupo foi interpretada como uma "cortina de fumaça" para tentar adiar a liquidação do Master, uma vez que o órgão não identificou capacidade financeira real no Grupo Fictor para concretizar o negócio.

Crise de liquidez e impacto no mercado

O Grupo Fictor justifica a medida como uma consequência direta do abalo em sua reputação, o que teria desencadeado uma crise de liquidez severa em suas principais divisões de investimento. Embora empresas do braço de economia real, como a Fictor Alimentos, não tenham sido incluídas no processo de recuperação judicial, o impacto no mercado financeiro foi imediato. As ações da companhia no setor de alimentos registraram uma queda de quase 40% na Bolsa de Valores.

Juliana Rosa ressalta que, dentro do Banco Central, a prioridade agora é identificar a "caixa preta" da operação. O objetivo é compreender profundamente as causas que levaram à queda do Banco Master e as conexões com o Grupo Fictor para evitar que falhas estruturais e suspeitas de fraude se repitam no sistema financeiro nacional.

O processo de recuperação judicial agora segue para análise da Justiça, enquanto investidores monitoram os próximos passos do grupo e os desdobramentos das investigações de fraude.

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