O Rio de Janeiro se prepara para um amanhecer de tensão e serviços paralisados nesta quarta-feira. Após um dia de confrontos intensos, ataques e caos no transporte público, grandes instituições de ensino superior anunciaram a suspensão de suas atividades como medida de segurança, um reflexo direto do clima de apreensão que tomou conta da cidade.
As duas maiores universidades públicas da capital, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), já confirmaram que as aulas e atividades presenciais estarão suspensas durante o período da manhã. A medida visa proteger alunos, professores e funcionários de possíveis novos confrontos ou interdições no trânsito.
Em Niterói, na região metropolitana, a Universidade Federal Fluminense (UFF) foi ainda mais cautelosa: o campus não funcionará durante todo o dia de quarta-feira (29).
A decisão das universidades acompanha um dia de pânico para a população. Como reportado ao vivo pelo Jornal da Noite, o fim da megaoperação policial após 17h, não trouxe alívio imediato. Pelo contrário, a volta para casa foi marcada por ruas vazias, empresas liberando funcionários mais cedo e um transporte público superlotado, com cenas de passageiros se abrigando no chão de trens para se proteger de tiroteios.
A expectativa para o dia seguinte é de cautela máxima. Enquanto o Palácio do Planalto convoca uma reunião de emergência para discutir a crise e o governador Cláudio Castro se reúne com sua cúpula de segurança, a população carioca aguarda por um "amanhecer mais tranquilo". No entanto, as portas fechadas das universidades já são um sinal claro de que a normalidade ainda está longe de ser restabelecida na cidade.
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