Jornal da Noite

Operação prende 14 milicianos e apreende 12 fuzis em Jacarepaguá, no RJ

Arsenal de guerra avaliado em mais de R$ 1 milhão foi encontrado em esconderijo na Colônia Júlio Moreira, área de disputa territorial entre facções

Marcus Sadok
MARCUS SADOK

14/10/2025 • 00:36 • Atualizado em 14/10/2025 • 00:36

Uma operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro resultou na prisão de 14 milicianos e na apreensão de um vasto arsenal na região de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. O grupo criminoso foi cercado por policiais militares em um ponto logístico localizado na Colônia Julio Moreira, enquanto os criminosos estavam dormindo.

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A ação de inteligência da PM localiza o esconderijo da organização em uma área abandonada, utilizada para desmanche de veículos. O local servia como base de operações para os milicianos, que, segundo as investigações, se preparavam para mais uma disputa por territórios na região, conhecida pela intensa violência e tiroteios diários entre diferentes grupos criminosos.

O arsenal de guerra apreendido no local inclui 12 fuzis, uma pistola, um revólver, duas granadas e 43 carregadores de fuzil. Os carregadores são capazes de comportar munição para realizar quase duas mil disparos. Segundo a análise da Polícia, o valor do material bélico apreendido com a milícia ultrapassa a marca de R$ 1 milhão.

Os investigadores detalham que parte do armamento é conhecido no meio policial como "Frankenstein", devido à sua montagem artesanal. Estas armas são construídas no Brasil com a utilização de peças de airsoft combinadas com ferrolhos de armas de fogo, evidenciando um método de fabricação caseira para ampliar o poder de fogo do grupo.

Conflito territorial e atuação da Milícia

A região de Jacarepaguá é estratégica e um dos epicentros da guerra entre o Comando Vermelho, o Terceiro Comando Puro e a milícia, que disputam o controle territorial para a exploração de atividades ilícitas.

Apesar da prisão dos 14 indivíduos na Colônia Julio Moreira, a Polícia informa que o chefe dos milicianos encontrados no esconderijo também está preso. Mesmo com a ausência do líder, o grupo segue atuando em diversas frentes criminosas. As atividades da milícia na área envolvem extorsões contra moradores e comerciantes, assassinatos e a guerra constante por domínio contra as facções rivais.

A operação reforça a estratégia das forças de segurança em desmantelar a infraestrutura logística dos grupos paramilitares no Rio de Janeiro. A desarticulação de esconderijos e a apreensão de armamentos de grande calibre são consideradas vitais para frear a escalada da violência urbana e a disputa por territórios que afeta diretamente a população da Zona Oeste. O trabalho de apuração e checagem de fatos continua para identificar outros membros da organização e desmantelar a rede de atuação da milícia na capital fluminense.

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