Jornal da Noite

Paralisação da PF suspende emissão de passaportes em 13 estados

Mobilização de delegados interrompe agendamentos e afeta investigações; entidade cobra do Governo Federal a publicação de medida provisória sobre fundo de combate ao crime

CRISTIAN PETALAS

19/03/2026 • 23:41 • Atualizado em 19/03/2026 • 23:41

Paralisação da PF suspende emissão de passaportes em 13 estados

Paralisação da PF suspende emissão de passaportes em 13 estados

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Uma paralisação organizada pela Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal afeta diretamente a emissão de passaportes em todo o Brasil. O movimento interrompeu novos agendamentos e já atinge mais de 80 dos 153 postos de emissão do país.

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A mobilização conta com a adesão de unidades em 13 estados, sendo que, no Rio Grande do Sul, todos os postos seguem a orientação de suspensão dos serviços. Ainda não há uma data prevista para a normalização do atendimento ao público.

A categoria reivindica a publicação imediata da Medida Provisória que institui o Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas. De acordo com a associação, a retomada das atividades está condicionada ao cumprimento deste compromisso por parte do Governo Federal. Os representantes do movimento afirmam que o objetivo não é prejudicar o cidadão, mas pressionar a União pela liberação dos recursos destinados à segurança pública.

Impactos no cronograma de viagens e serviços restritos

A interrupção dos serviços gera transtornos imediatos para brasileiros com viagens planejadas. O analista de sistemas Vinícius de Matos relata que a impossibilidade de solicitar o documento compromete o planejamento e o cronograma de viagens já organizadas. Atualmente, a emissão de novos passaportes está restrita a casos especiais, atendendo apenas quem já possuía agendamento prévio ou possui viagens marcadas para datas imediatas.

Apesar da suspensão das novas solicitações, a retirada de passaportes que já estão prontos continua autorizada nos postos da Polícia Federal. No entanto, o movimento paredista ultrapassa a área administrativa: as investigações conduzidas pela corporação também sofreram redução no ritmo de trabalho em virtude da paralisação.

Até o momento, o Ministério da Justiça não apresentou um cronograma para a edição da medida provisória solicitada pelos delegados. As atividades de fiscalização e atendimento seguem operando em regime reduzido por tempo indeterminado.