Jornal da Noite

Petrobras reduziu preço do diesel nas refinarias; Juliana Rosa explica

Queda de 35 centavos por litro compensou o retorno da cobrança de impostos federais e evitou alteração imediata nos valores cobrados nas bombas

Por Redação
REDAÇÃO

02/06/2026 • 00:39 • Atualizado em 02/06/2026 • 00:50

Juliana Rosa
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A Petrobras reduziu o preço do óleo diesel comercializado junto às distribuidoras em 35 centavos por litro. A medida administrativa ocorreu em paralelo à decisão do governo federal de retomar a cobrança de tributos federais sobre o combustível, especificamente o PIS e a Cofins, que permaneciam zerados até então.

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Para viabilizar a contenção dos preços no momento da reoneração, o poder público recorreu a um mecanismo de compensação setorial. O governo federal elevou a subvenção econômica destinada ao combustível, o que forneceu o lastro financeiro necessário para que a petroleira aplicasse o desconto nas refinarias sem comprometer suas margens operacionais. A estratégia foi classificada como uma engenharia contábil desenhada para blindar o mercado de oscilações bruscas e manter os esforços governamentais direcionados a segurar reajustes mais expressivos nos combustíveis.

Impacto fiscal e destinação dos recursos públicos

Juliana Rosa explicou que a eficiência da medida de controle de preços gerou debates intensos entre economistas e especialistas do setor de energia. O principal ponto de contestação residiu na amplitude do impacto fiscal gerado pela política de subsídios, cujo custo global foi estimado na casa dos 30 bilhões de reais para os cofres públicos.

A especialista ressaltou que o montante bilionário empregado englobou não apenas o óleo diesel, mas também as medidas de contenção aplicadas à gasolina e ao querosene de aviação (QAV). Sob a ótica macroeconômica desenvolvida por Juliana Rosa, o modelo de desoneração adotado apresentou distorções estruturais ao não direcionar o esforço fiscal de forma exclusiva ou focalizada para o atendimento da população socioeconomicamente mais vulnerável do país, subsidiando o consumo de forma generalizada na cadeia de transportes.

Os desdobramentos nas refinarias e a arrecadação federal seguiram sob monitoramento do Ministério da Fazenda e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que mantiveram a fiscalização sobre os repasses e a formação de preços no mercado de distribuição nacional.

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