Jornal da Noite

PF prende 11 integrantes ligados ao CV em operação contra o tráfico

Operação mobilizou 370 policiais em três estados para desarticular esquema de haxixe e lavagem de dinheiro que movimentou R$ 70 milhões

LUCIMEIRE RAMALHO

18/03/2026 • 23:57 • Atualizado em 18/03/2026 • 23:57

Uma megaoperação da Polícia Federal desarticulou, nesta quarta-feira (18), uma importante ramificação da facção criminosa Comando Vermelho que operava no interior de São Paulo. Ao todo, 370 policiais foram mobilizados para cumprir 37 mandados de prisão temporária e 35 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Na região de Campinas, 11 pessoas foram presas em 11 cidades diferentes, enquanto outros 11 suspeitos permanecem foragidos.

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Entre os detidos está Luiz Paulo Fluente, conhecido como "Pitty", apontado como um dos líderes do grupo. A investigação, que durou cerca de três meses, teve início após a prisão de um integrante da organização na cidade de Araras (SP). A partir do material apreendido naquela ocasião, a Polícia Federal conseguiu mapear as conexões da quadrilha e identificar a estrutura de logística e lavagem de dinheiro.

Conexão com o Rio e tráfico internacional

O grupo mantinha ligação direta com a cúpula do Comando Vermelho, no Rio de Janeiro, e era especializado no transporte de grandes carregamentos de haxixe. Segundo a Polícia Federal, a droga era trazida de fora do Brasil e distribuída em território nacional.

Para ocultar os lucros provenientes do tráfico, a organização criminosa utilizava uma rede sofisticada de empresas de fachada. Essas entidades eram usadas para misturar o dinheiro ilícito ao fluxo financeiro legal, dificultando o rastreamento pelas autoridades fazendárias.

Bloqueios financeiros e empresas suspensas

Além das prisões, a ofensiva mirou o braço financeiro da facção. A Justiça autorizou o bloqueio de 150 contas bancárias vinculadas aos investigados, que totalizam aproximadamente R$ 70 milhões. O Poder Judiciário também determinou a suspensão imediata das atividades de 20 empresas de fachada que eram utilizadas para acobertar a movimentação do capital do crime.

Os presos foram encaminhados às sedes da Polícia Federal nas respectivas regiões para prestarem depoimento. Eles devem responder por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A operação continua em andamento para localizar os 11 integrantes que conseguiram fugir durante a chegada das equipes policiais.