Jornal da Noite

Polícia prende mulher que enviava fotos da filha de 3 anos a piloto no ES

Prisão em Marataízes é a segunda fase da Operação Apertem o Cinto; suspeita recebia pagamentos por vídeos sexualizados da criança

Da redação
DA REDAÇÃO

10/03/2026 • 23:34 • Atualizado em 10/03/2026 • 23:34

A Polícia Civil de São Paulo, em ação conjunta com as autoridades do Espírito Santo, prendeu nesta terça-feira (10) uma mulher de 29 anos em Marataízes, litoral sul capixaba. Ela é suspeita de integrar uma rede de exploração sexual infantil liderada pelo ex-piloto da Latam, Sérgio Antonio Lopes.

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De acordo com as investigações da Operação Apertem o Cinto, a mulher enviava fotos e vídeos sexualizados da própria filha, de apenas 3 anos, em troca de pagamentos via Pix que variavam entre R$ 50 e R$ 100 por conteúdo.

A investigação aponta que a mãe conheceu o piloto em uma praia onde vendia artesanato. O compartilhamento do material criminoso teria começado quando a criança tinha apenas 2 anos. No momento da prisão, o Conselho Tutelar foi acionado para garantir a segurança da menina, que foi entregue a familiares.

O líder da rede e o aliciamento familiar

Sérgio Antonio Lopes, de 60 anos, foi preso no início de fevereiro dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, momentos antes de decolar. Ele é acusado de chefiar um esquema que operava há pelo menos oito anos. O piloto utilizava seu poder aquisitivo para ganhar a confiança de famílias em situação de vulnerabilidade, pagando aluguéis, comprando medicamentos e até eletrodomésticos para ter acesso às crianças.

Próximos passos da investigação

Com a apreensão de novos aparelhos eletrônicos nesta segunda fase da operação, a polícia busca:

  • Recuperar mensagens: Identificar outras mães e avós que possam ter vendido conteúdos dos filhos.
  • Mapear novas vítimas: A estimativa é de que o número de crianças exploradas seja superior a dez.
  • Rastrear pagamentos: Consolidar a prova do financiamento da rede por meio de transações bancárias.

A defesa da mulher presa no Espírito Santo ainda não foi localizada. Os envolvidos respondem por crimes gravíssimos, incluindo estupro de vulnerável, exploração sexual infantil e produção de pornografia infantil.