Jornal da Noite

Prédio do antigo Automóvel Club no Rio será sede do Museu do Petróleo

Fechado há 20 anos, edifício histórico na Lapa passa por restauração para integrar memória e desenvolvimento na região central da capital fluminense

AMANDA MARTINS

19/03/2026 • 00:22 • Atualizado em 19/03/2026 • 00:22

Um dos marcos da arquitetura neoclássica no Rio de Janeiro, o prédio do antigo Automóvel Club, localizado na Rua do Passeio, na Lapa, será transformado no novo Museu do Petróleo e Novas Energias. O projeto, que promete integrar preservação histórica, cultura e desenvolvimento regional, marca o fim de décadas de abandono de um imóvel que amarga sinais de deterioração, como ferrugem, pichações e janelas quebradas.

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A Prefeitura do Rio assinou nesta quarta-feira (18) o acordo de cessão do prédio para viabilizar a criação do espaço museológico. Arrematado pelo município em 2003, o edifício já é alvo de intervenções desde o ano passado, visando a recuperação estrutural de um endereço que está de portas fechadas há 20 anos.

Importância histórica e arquitetônica

Projetado originalmente para ser uma residência, o palacete possui uma trajetória que se confunde com a história política do Brasil. Antes de abrigar o Automóvel Club, o local foi sede do Cassino Fluminense. Foi também neste endereço que o presidente João Goulart proferiu seu último discurso em 1964, pouco antes do golpe militar.

O processo de restauração atual foca na requalificação da fachada neoclássica. Segundo o plano de obras, serão utilizadas técnicas específicas para manter as características originais do projeto, incluindo a recuperação minuciosa de colunas e molduras históricas.

Revitalização da região central

A criação do Museu do Petróleo e Novas Energias é vista como uma âncora para a revitalização do bairro da Lapa. Embora os trabalhos de recuperação da estrutura já estejam em curso, o governo municipal ainda não divulgou a previsão oficial de duração das obras nem a data de inauguração do museu.

O espaço deve ser dedicado não apenas à memória da indústria petrolífera no estado, mas também à transição energética, conectando o passado histórico do Rio de Janeiro aos novos desafios do setor de energia.