A Polícia Federal (PF) deflagra na manhã desta quinta-feira uma operação que resulta na prisão de quatro advogados acusados de ligação direta com uma organização criminosa. A ação ocorre em Manaus, capital do Amazonas, e visa desarticular uma rede de comunicação entre chefes da facção dentro e fora dos presídios.
Ao todo, a PF cumpre quatro mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e profissionais na cidade. No decorrer da operação, as autoridades apreendem dinheiro em espécie, um carro, documentos e computadores que podem conter evidências das atividades ilícitas.
Segundo a investigação policial, os advogados presos estão ligados a um traficante conhecido como Allan Índio, apontado como um dos principais "conselheiros" de uma facção que atua no Amazonas e controla o tráfico de drogas no estado. Allan Índio está entre os foragidos de uma megaoperação realizada dez dias antes, que resultou em 121 mortes no Rio de Janeiro.
Transmissão de ordens dentro de presídios
A PF afirma que os profissionais do Direito atuavam como intermediários, utilizando a prerrogativa da profissão para passar ordens de líderes da organização criminosa de dentro dos presídios para os membros em liberdade. O objetivo é manter o controle e a coordenação das atividades do grupo.
A facção em questão teria uma estrutura hierárquica bem definida, composta por 13 conselheiros responsáveis por gerenciar o tráfico de drogas no Amazonas.
Devido ao envolvimento de membros da advocacia, a Comissão de Prerrogativas dos Advogados do Brasil é acionada para acompanhar a operação e garantir que os procedimentos policiais e judiciais observem as leis e os direitos dos profissionais.
A operação segue em andamento, e as autoridades buscam consolidar as provas sobre a participação dos advogados no esquema de comunicação e controle da organização criminosa.
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