A Receita Federal realizou uma apreensão milionária de produtos falsificados na rota de contrabando do Paraná. O valor das mercadorias retiradas de circulação em Londrina, somente nesta última Operação "Fronteira", chega a R$ 2 milhões.
Londrina é considerada um "Hub" de passagem e distribuição de produtos que entram ilegalmente no país. Entre os itens apreendidos estão perfumes árabes, celulares, notebooks, medicamentos e grandes volumes de roupas de marcas internacionais falsificadas, vendidas como originais.
A suspeita da Receita Federal é que facções criminosas estejam por trás do grande volume de mercadorias. O contrabando e o descaminho desses produtos, que cruzam a fronteira, representam uma fonte de financiamento para o crime organizado e são comercializados em todo o país.
A Rota do Contrabando e as Ações da Receita
Os produtos apreendidos têm origem no Paraguai. Eles entram no Brasil ilegalmente através da fronteira, notadamente por Foz do Iguaçu e Guaíra, e são transportados para centros de distribuição em cidades como Londrina. Desses centros, as mercadorias são encaminhadas para diferentes destinos, tendo o estado de São Paulo como um dos principais mercados consumidores.
A apreensão de R$ 2 milhões foi resultado de duas ações simultâneas realizadas pela Receita Federal na cidade de Londrina:
- Centro dos Correios: A primeira ação resultou na retirada de 2.100 encomendas comerciais, totalizando um valor estimado de R$ 1,5 milhão em produtos falsificados.
- Rodoviária de Londrina: A segunda apreensão ocorreu em ônibus de linhas provenientes de Foz do Iguaçu e Guaíra. Foram apreendidos 85 volumes, somando um montante de R$ 500 mil em mercadorias ilegais.
A Receita Federal alerta que o consumidor final que adquire esses produtos, muitas vezes sem saber da origem ilegal e comprando através de sites da internet, acaba inadvertidamente financiando o crime.
A orientação para o consumidor é sempre desconfiar de produtos com preço significativamente abaixo do praticado pelo mercado brasileiro. Ao destinatário final que compra sem saber da origem ilegal, e que não recebe a compra devido à apreensão, cabe buscar o ressarcimento junto ao marketplace ou vendedor.
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