Jornal da Noite

Rio Acre transborda e atinge cota de 14 metros nesta sexta-feira (16)

Nível do manancial ultrapassa marca de transbordamento pela segunda vez em menos de um mês; Defesa Civil monitora remoção de famílias e riscos em áreas submersas

ELCIMAIRO CARVALHO

17/01/2026 • 00:08 • Atualizado em 17/01/2026 • 00:08

O Rio Acre transbordou pela segunda vez em um intervalo inferior a 30 dias em Rio Branco. Na tarde desta sexta-feira (16), o nível do manancial na capital acreana ultrapassou a cota de transbordamento, estabelecida em 14 metros. A situação coloca órgãos de controle em alerta máximo, uma vez que o grande volume de água já impacta diversas localidades da região urbana.

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A Defesa Civil municipal realiza o monitoramento contínuo da elevação das águas. A decisão sobre a remoção emergencial de famílias residentes em áreas de risco dependerá do comportamento do rio nas próximas horas, conforme a velocidade de subida do nível do manancial.

Impactos na infraestrutura urbana e navegação

O avanço das águas já resulta em trechos de vias públicas submersos. Na Rua Durval Camilo, o acúmulo de água impede o tráfego regular, levando moradores a arriscarem a travessia a pé. Outro ponto crítico é a Rua Barbosa Lima, no bairro da Base, que já se encontra parcialmente submersa. Além das vias, diversos terrenos em áreas baixas foram invadidos pela enchente.

As previsões meteorológicas e hidrológicas indicam que o nível do Rio Acre deve apresentar nova elevação no curto prazo. Para quem depende do rio para transporte e subsistência, o cenário exige cautela extrema. É o caso de ribeirinhos como Vicente Gonçalves, que atua na navegação do manancial há mais de três décadas.

Em deslocamentos longos, como o trajeto para a reserva Chico Mendes — que dura cerca de um dia e meio de barco —, a atenção precisa ser redobrada devido à força da correnteza e aos detritos carregados pela cheia.

A estrutura de assistência do município permanece em prontidão para o caso de necessidade de abrigamento, seguindo os protocolos de segurança para desastres naturais recorrentes na região amazônica neste período do ano.

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