O Rio Acre transbordou pela segunda vez em um intervalo inferior a 30 dias em Rio Branco. Na tarde desta sexta-feira (16), o nível do manancial na capital acreana ultrapassou a cota de transbordamento, estabelecida em 14 metros. A situação coloca órgãos de controle em alerta máximo, uma vez que o grande volume de água já impacta diversas localidades da região urbana.
A Defesa Civil municipal realiza o monitoramento contínuo da elevação das águas. A decisão sobre a remoção emergencial de famílias residentes em áreas de risco dependerá do comportamento do rio nas próximas horas, conforme a velocidade de subida do nível do manancial.
Impactos na infraestrutura urbana e navegação
O avanço das águas já resulta em trechos de vias públicas submersos. Na Rua Durval Camilo, o acúmulo de água impede o tráfego regular, levando moradores a arriscarem a travessia a pé. Outro ponto crítico é a Rua Barbosa Lima, no bairro da Base, que já se encontra parcialmente submersa. Além das vias, diversos terrenos em áreas baixas foram invadidos pela enchente.
As previsões meteorológicas e hidrológicas indicam que o nível do Rio Acre deve apresentar nova elevação no curto prazo. Para quem depende do rio para transporte e subsistência, o cenário exige cautela extrema. É o caso de ribeirinhos como Vicente Gonçalves, que atua na navegação do manancial há mais de três décadas.
Em deslocamentos longos, como o trajeto para a reserva Chico Mendes — que dura cerca de um dia e meio de barco —, a atenção precisa ser redobrada devido à força da correnteza e aos detritos carregados pela cheia.
A estrutura de assistência do município permanece em prontidão para o caso de necessidade de abrigamento, seguindo os protocolos de segurança para desastres naturais recorrentes na região amazônica neste período do ano.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber
