O Ministério Público do Rio de Janeiro e a Polícia Civil investigam a participação de empresas de proteção veicular em uma organização criminosa que atua em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e cobra até 10% da tabela Fipe pelo resgate do veículo roubado.
Após ser abordado, um motociclista entrou em luta corporal com um criminoso. Enquanto isso, um comparsa já está no veículo roubado. A vítima foi baleada na mão direita. Um dos bandidos também foi atingido.
Após dar entrada no hospital da posse, o criminoso foi preso. Aos policiais, confessou o crime. Questionado sobre quanto receberia pelo roubo, afirmou não saber e que o valor dependia de quanto uma suposta seguradora pagaria.
Os crimes costumam acontecer em Nova Iguaçu e em Belford Roxo. Para os investigadores, a prática de pagamento do resgate pelas associações de proteção veicular estimula os roubos de veículos na região da baixada fluminense. A Policia Civil e o MP investigam se há participação de empresas no esquema criminoso.
No início de fevereiro, o ministério denunciou e pediu a prisão de quatro pessoas envolvidas no roubo de um carro elétrico em Nova Iguaçu. O documento cita que os criminosos do complexo do chapadão, controlado pelo comando vermelho, recebiam os veículos roubados e cobravam 10% da avaliação do veículo na tabela fipe, direto às associações de proteção veicular.
O montante pago aos criminosos era dividido entre eles: 70% ficava com os traficantes que ordenavam os crimes, e 30% era dividido entre os executores do assalto. Após o pagamento do resgate, os criminosos combinavam com as associações, a recuperação dos veículos, que eram entregues ainda com todos os pertences das vítimas dentro.
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