A Polícia Civil de São Paulo prendeu o sexto suspeito de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes. A prisão de Danilo Pereira Pena, de 36 anos e conhecido como "Matemático", ocorreu no bairro do Morumbi, na Zona Sul da capital paulista.
A detenção acontece um mês após o crime, que vitimou o ex-delegado. De acordo com a investigação policial, Danilo Pereira Pena tem envolvimento direto com o planejamento da ação que terminou com a morte de Ferraz Fontes.
O "Matemático" é apontado pela Polícia Civil como o indivíduo que teria ordenado a Luiz Henrique Batista, o "Fofão", que se deslocasse até São Vicente para buscar Rafael Simões, vulgo "Jaguar", suspeito de ser um dos atiradores.
Com a nova prisão, a Polícia Civil contabiliza um total de seis suspeitos detidos. Além disso, um dos investigados morreu e dois seguem foragidos.
Até o momento, todos os indivíduos identificados e presos estão ligados ao planejamento, à logística e à execução do atentado. A investigação ainda não chegou aos nomes dos possíveis mandantes do assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes.
Busca por mandantes aponta para ligação política e empresarial
A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que os criminosos presos foram contratados como matadores de aluguel para eliminar Ruy Ferraz, a mando de empresários ou políticos. Essa hipótese considera que esses possíveis mandantes teriam sido prejudicados pela atuação do Dr. Ruy como Secretário de Administração da Praia Grande, no litoral paulista.
Na continuidade das apurações, cinco funcionários da Prefeitura de Praia Grande foram alvo de mandados de busca e apreensão. Celulares e computadores foram recolhidos e estão em fase de perícia. A polícia trabalha com a possibilidade de que irregularidades em licitações possam ter sido a motivação do crime.
Apesar das diligências, não há, até o momento, elementos concretos que liguem diretamente os funcionários investigados ao assassinato ou a irregularidades nas licitações.
Uma segunda linha de investigação da Polícia Civil considera que Ruy Ferraz Fontes possa ter sido executado em retaliação à sua longa trajetória de combate ao crime organizado. O Jornal da Noite informa que, pelo menos, cinco dos suspeitos identificados são integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
O ex-delegado-geral atuou por mais de 40 anos no combate ao crime organizado na Polícia Civil. O caso segue em aberto, e a investigação se concentra em desvendar a autoria intelectual do crime.
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