Jornal da Noite

Servidor do TJMG é preso por desviar objetos do Aeroporto de Confins

Funcionário de Minas Gerais é acusado de peculato após negociar relógios e joias de setor de custódia do aeroporto; investigação é acompanhada pelo MP

WAGNER DE OLIVEIRA

09/10/2025 • 00:32 • Atualizado em 09/10/2025 • 00:32

A Polícia Civil de Minas Gerais prende um servidor público do Juizado da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) sob a acusação de peculato, pelo desvio de produtos do setor de achados e perdidos do Aeroporto Internacional de Confins, um dos principais do país. A prisão ocorre na última sexta-feira após investigações que apontam que os objetos desviados eram negociados pela internet.

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Durante a operação de busca e apreensão na residência do servidor, os agentes localizam e apreendem diversos produtos. Entre eles, estão dinheiro, relógios, joias, fones de ouvido, equipamentos eletrônicos e mochilas. Todos os itens seriam provenientes da sala de custódia do aeroporto.

A investigação avança após a análise de imagens de circuito interno do aeroporto, que flagra o suspeito em pelo menos sete ocasiões diferentes retirando materiais do setor de custódia sem seguir os protocolos oficiais. O TJMG, por meio de convênio com o aeroporto, é responsável pela guarda e destinação final desses objetos perdidos.

Negociação dos itens por aplicativos de mensagens

O desvio é confirmado após a análise de conversas em aplicativos de mensagens, onde o servidor aparece negociando a venda de um relógio que estava sob custódia do Poder Judiciário.

Em uma das mensagens, obtidas com exclusividade pelo departamento de jornalismo da TV Band, o funcionário do TJMG questiona uma mulher sobre o item: "Oi Bárbara, o relógio tá funcionando direitinho? Pensei no valor de 500 reais em suaves prestações." A mulher responde com a confirmação da compra: "Tá sim, funcionando direitinho. Fechado! Depois manda o Pix que eu vou pagando."

Ainda nas conversas analisadas pela Polícia Civil, o mesmo relógio é oferecido em 2023 por um valor superior, R$ 900, a um comprador diferente. Estes registros são incluídos no relatório policial como prova da conduta criminosa.

Acompanhamento do Ministério Público

A Polícia Civil de Minas Gerais informa que instaurou um procedimento para a realização de diligências preliminares com o objetivo de apurar o crime de peculato. O relatório da instituição inclui tanto as imagens de segurança quanto os registros cronológicos das movimentações suspeitas no aeroporto de Confins.

As autoridades policiais ainda devem ouvir novas testemunhas para dar prosseguimento ao inquérito. O Ministério Público acompanha as investigações e outras informações sobre o caso serão divulgadas em momento oportuno, conforme afirma a Polícia Civil.