
Surto de sarampo nos EUA gera alerta global e reforça vacinação no Brasil
Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O avanço do sarampo nos Estados Unidos colocou autoridades de saúde em alerta em todo o mundo. O país norte-americano enfrenta um surto iniciado em 2025, que já soma mais de 2 mil casos, motivado em parte pela redução no calendário de vacinação local. Diante desse cenário, a Global Virus Network, entidade internacional de virologistas, emitiu um alerta global para conter a propagação do vírus.
No Brasil, a estratégia para evitar o retorno da circulação endêmica da doença inclui levar a imunização a locais de grande circulação, como estações de metrô. A ação visa facilitar o acesso de quem está com a caderneta atrasada ou não possui registro vacinal. No ano passado, o país registrou 38 casos da doença, a maioria importada do exterior.
Riscos da doença e o esquema vacinal
O sarampo é uma doença de alta transmissibilidade e periculosidade, especialmente para crianças. Segundo a infectologista Jessica Fernandes Ramos, do Hospital Sírio-Libanês, o vírus se espalha com facilidade e pode levar a complicações graves, como surdez e óbito.
A principal forma de prevenção é a vacina tríplice viral, disponível pelo SUS, que também protege contra rubéola e caxumba. O esquema vacinal padrão consiste em duas doses:
- Primeira dose: aos 12 meses de idade.
- Segunda dose: três meses após a primeira.
Para adultos que não foram imunizados na infância ou perderam o cartão de vacina, a orientação varia conforme a idade. Pessoas de até 29 anos devem tomar duas doses; já para quem tem entre 30 e 59 anos, a recomendação é de uma dose única. Jessica Fernandes Ramos ressalta que não há riscos em tomar doses adicionais caso a pessoa não se recorde de ter sido vacinada anteriormente.
Manutenção do status de país livre do vírus
O Brasil recuperou em 2024 o certificado de país livre de circulação endêmica do vírus do sarampo, título que havia sido perdido em 2019. Dados do Ministério da Saúde indicam que 93% das crianças brasileiras já receberam ao menos a primeira dose da vacina, aproximando o país da meta de segurança epidemiológica.
A profissional de saúde Luciana reforça que a busca ativa em locais públicos é essencial, pois muitos adultos desconhecem seu histórico vacinal ou mudaram de cidade, perdendo o vínculo com os postos de saúde locais. A estrutura montada em pontos estratégicos, como o metrô, busca preencher essas lacunas na cobertura vacinal nacional.
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