Jornal da Noite

Temporais causam mortes e rastro de destruição no Rio, Minas e São Paulo

Criança morre soterrada no Rio e família perde a vida em Minas Gerais; em São Paulo, transbordamento de córrego inunda mais de 120 casas

Da redação
DA REDAÇÃO

11/02/2026 • 01:03 • Atualizado em 11/02/2026 • 01:03

A forte frente fria que atinge a região Sudeste provocou tragédias e deixou milhares de desabrigados nas últimas 24 horas. No estado do Rio de Janeiro, o cenário é de caos em diversas frentes. Em Barra Mansa, no Sul Fluminense, uma criança de apenas cinco anos, identificada como Maria Eduarda dos Reis, morreu após ser soterrada durante um deslizamento de terra. Ela chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos no hospital.

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Na capital fluminense, a zona norte foi uma das áreas mais afetadas. Em Manguinhos, moradores registraram pedidos desesperados de socorro em meio às inundações. Já em Copacabana, na zona sul, uma mulher foi eletrocutada ao tentar atravessar uma rua alagada.

O ambulante Felipe Dias e o professor Edgar Cartacho ajudaram no resgate e nos primeiros socorros, enfrentando descargas elétricas na água para reanimar a vítima. Especialistas orientam que, em casos de fios caídos, ninguém deve tocar na vítima até que a energia seja formalmente cortada.

Tragédias em Minas e Emergência em São Paulo

O estado de Minas Gerais também contabiliza perdas humanas irreparáveis. Na Zona da Mata, em Eugenópolis, quatro pessoas da mesma família morreram soterradas após um deslizamento atingir a residência onde estavam. Em Muriaé, outra encosta cedeu durante a madrugada, resultando na morte de um homem.

No interior de São Paulo, o volume de chuva ativou planos de contingência. Em Taubaté, o transbordamento de um córrego colocou mais de 120 casas debaixo d'água, forçando famílias a buscarem abrigo em escolas municipais.

A Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, acesso principal à Serra da Mantiqueira, chegou a ficar interditada devido ao acúmulo de água e lixo nas pistas. Já em São José dos Campos, uma cratera aberta em uma via pública engoliu um poste e rompeu tubulações de esgoto, provocando a interdição de um prédio e quatro casas, deixando 156 pessoas desalojadas.

Resistência e Prejuízos no Rio de Janeiro

A recorrência das enchentes mudou a arquitetura de bairros como Acari, na zona norte do Rio. A moradora Janaína Ribeiro exemplifica o drama local: após ver a água atingir dois metros e meio em 2024, ela abandonou o térreo e construiu um novo pavimento superior para tentar salvar seus pertences. Nas ruas, o cenário após a baixa da água é de lama e destruição.

Comerciantes da região de Bonsucesso e Jacarezinho relatam prejuízos que chegam a R$ 100 mil devido à perda de estoques e equipamentos. No estado, a Defesa Civil registrou mais de cem ocorrências e 20 deslizamentos em menos de 24 horas.

Equipes dos Bombeiros e Fuzileiros Navais seguem mobilizadas em áreas rurais e urbanas para liberar estradas e resgatar pessoas e animais isolados. Sirenes de alerta permanecem acionadas em nove comunidades da capital fluminense devido ao risco de novos desabamentos.

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