Jornal da Noite

Trump ameaça barrar inauguração de ponte bilionária entre EUA e Canadá

Obra de R$ 25 bilhões foi financiada integralmente pelo Canadá; presidente americano exige posse de metade da estrutura e critica relação de vizinhos com a China

Da redação
DA REDAÇÃO

11/02/2026 • 01:24 • Atualizado em 11/02/2026 • 01:24

A inauguração da nova ponte que ligará Detroit, nos Estados Unidos, a Windsor, no Canadá, tornou-se o mais novo foco de tensão diplomática no governo de Donald Trump. O presidente americano ameaça impedir a abertura da estrutura, prevista para este ano, sob a alegação de que os EUA deveriam deter a posse de 50% da obra e receber compensações financeiras do governo canadense.

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A ponte, que possui 2,5 quilômetros de extensão, é considerada uma obra de infraestrutura vital para a região, projetada para desafogar o tráfego de uma ponte vizinha inaugurada há quase cem anos. Além das exigências financeiras, Trump utilizou o impasse para criticar publicamente o governo do Canadá por sua recente aproximação econômica com a China.

Financiamento e Propriedade

A construção da ponte teve início em 2018 e apresenta um modelo de negócio que agora é questionado pela Casa Branca:

  • Investimento: O custo de aproximadamente R$ 25 bilhões (na conversão atual) foi custeado integralmente pelo governo do Canadá.
  • Acordo Original: O tratado previa que a ponte seria de propriedade conjunta entre o governo canadense e o estado americano de Michigan.
  • Exigência de Trump: O presidente quer que o governo federal dos EUA assuma metade da estrutura e receba pagamentos diretos de Ottawa pela execução da obra.

Impacto Logístico

A nova travessia é estratégica para o comércio bilateral, sendo um dos corredores rodoviários mais movimentados da América do Norte. O bloqueio da inauguração pode afetar o fluxo de mercadorias e a logística industrial de ambos os países, especialmente no setor automotivo, que possui fábricas instaladas nos dois lados da fronteira. Até o momento, o governo canadense não se manifestou oficialmente sobre as novas exigências de Washington.