
Trump defende ataques e rejeita condições de Maduro para deixar o poder
Jonathan Ernst/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender uma operação militar no Mar do Caribe que resultou no abatimento de mais de 20 barcos e deixou cerca de 80 mortos. O governo americano assegura que os alvos eram embarcações de traficantes que transportavam drogas com destino aos Estados Unidos.
Durante uma reunião com ministros, o presidente Trump mencionou a Colômbia como um dos países com presença de cartéis de drogas e afirmou que as Forças Armadas estão prontas para reagir, inclusive com ataques em solo.
O Congresso americano passou a questionar as ações do Exército dos Estados Unidos após a deflagração da crise no Caribe. Em meio à polêmica, Trump também respaldou o Secretário de Guerra, Pete Hegseth, que teria exigido a execução de todos os suspeitos flagrados atravessando o Caribe em barcos operados pelos cartéis.
O caso ganhou contornos mais graves em setembro, quando a Marinha bombardeou duas vezes a mesma embarcação, depois que tripulantes sobreviveram ao ataque inicial. Trump negou que ele ou Hegseth tivessem conhecimento do duplo bombardeio, em meio aos pedidos de investigação no Congresso.
Negociação com Maduro e reservas de petróleo
Em meio às ações militares, novos detalhes sobre uma conversa entre Donald Trump e o ditador venezuelano Nicolás Maduro foram divulgados. Segundo a agência Reuters, Maduro teria aceitado renunciar ao poder, mas com a imposição de uma série de condições:
- Anistia total para ele e seus familiares;
- Fim das sanções americanas;
- Encerramento de um processo contra ele no Tribunal Internacional de Haia, na Holanda.
Donald Trump rejeitou quase todas as condições e deu a Maduro um ultimato para abandonar a Venezuela, cujo prazo venceu na última sexta-feira.
Em resposta às ameaças americanas, o líder chavista convocou apoiadores do regime para uma passeata em Caracas. Durante o discurso, Maduro jurou lealdade ao povo e chegou a dançar no palanque ao som de uma música que pede por paz.
O governo venezuelano afirma que as ações militares americanas visam roubar o petróleo do país, que é dono da maior reserva de barris no mundo, totalizando mais de 303 bilhões de barris. Essa reserva é superior às da Arábia Saudita, Canadá e Irã.
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