Após um período de intensa tensão diplomática e troca de acusações, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, conversaram por telefone nesta quarta-feira (7).
O contato, que durou mais de uma hora, sinaliza uma tentativa de estabilização na relação entre os dois países, com a confirmação de que um encontro presencial em Washington deve ocorrer em breve.
Donald Trump utilizou suas redes sociais para classificar a conversa como uma "honra". O presidente americano afirmou que Gustavo Petro tomou a iniciativa de telefonar para esclarecer divergências recentes, especialmente em relação ao combate às drogas. Trump destacou positivamente o tom utilizado pelo líder colombiano durante o diálogo.
Crise diplomática e ameaças militares
O clima entre Washington e Bogotá havia se deteriorado drasticamente nos últimos dias. Após a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, Donald Trump subiu o tom contra o governo vizinho, sugerindo que os Estados Unidos poderiam adotar ações militares contra a Colômbia. Trump acusou Gustavo Petro, repetidas vezes, de ser conivente com cartéis de drogas e de ter envolvimento direto na produção de cocaína exportada para o mercado americano.
Em resposta, Gustavo Petro negou veementemente as acusações e adotou uma postura de resistência interna, convocando manifestações e chegando a pedir que a população "tome o poder" caso ele sofra algum tipo de ataque externo ou tentativa de deposição.
Proposta de diálogo trilateral
Em discurso realizado durante uma manifestação em Bogotá após o telefonema, Gustavo Petro detalhou os pontos discutidos. Ele confirmou que a pauta central foi o narcotráfico e a situação política na Venezuela. Petro revelou ter solicitado o restabelecimento de comunicações diretas entre as chancelarias e as presidências, argumentando que "se não há diálogo, há guerra".
O presidente colombiano também apresentou uma proposta de diálogo de três partes, envolvendo:
- Estados Unidos: Representados por Donald Trump.
- Colômbia: Sob sua liderança.
- Venezuela: Representada pela presidente interina Delcy Rodríguez.
Apesar da concordância para um encontro bilateral nos Estados Unidos, os detalhes sobre a participação da Venezuela em uma mesa de negociação conjunta ainda não foram confirmados pelo governo americano. A reunião em Washington será o primeiro teste presencial para medir a viabilidade dessa nova fase diplomática entre os dois líderes.
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