O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou nesta terça-feira (25) o tradicional Discurso do Estado da União no Capitólio, em Washington. O pronunciamento ocorre em um momento de forte pressão eleitoral e econômica, com um levantamento da Associated Press indicando que 59% dos americanos desaprovam as políticas econômicas conduzidas pelo atual governo. Entre as principais queixas da população estão os altos preços dos alimentos e da moradia.
Durante a fala aos parlamentares do Senado e da Câmara, Trump destaca o desempenho econômico do país e menciona a produção de petróleo, citando inclusive o cenário após a intervenção na Venezuela, país que o presidente classifica como "parceira". Além disso, ele também menciona que as Forças Armadas botaram fim ao reino do ditador Nicolás Maduro.
O discurso é uma das agendas mais importantes da política americana, servindo para o chefe do Executivo prestar contas e apresentar suas prioridades para o ano legislativo.
Imigração e conflito com a Suprema Corte
A imigração, tema central do debate político americano em 2026, também ganha destaque no pronunciamento. Após implementar uma forte política de repressão, Trump afirma que deseja atrair imigrantes "legais" para o país. O tema tem dominado os holofotes devido às operações de prisão e deportação conduzidas pelo ICE, a polícia de imigração dos Estados Unidos.
No campo jurídico, o presidente utiliza o espaço para criticar publicamente a Suprema Corte. Na última sexta-feira, o governo sofreu um revés quando os juízes derrubaram o chamado "tarifaço". A decisão da Corte estabeleceu que o presidente não possui autoridade unilateral para elevar taxas alfandegárias sem uma autorização prévia e justificada do Congresso Nacional. Trump contesta o entendimento dos magistrados e defende a manutenção das medidas protecionistas.
O presidente também falou sobre as tensões dos últimos dias com o Irã. Ele disse que tentar resolver com diplomacia, mas dispara que “ Irã jamais terá acesso a uma arma nuclear”
Boicote democrata e convidados
O clima no Capitólio é de divisão acentuada. Diversos congressistas do Partido Democrata, principal força de oposição, optaram por não comparecer ao evento em sinal de protesto. Aqueles que decidiram participar levaram convidados que simbolizam críticas diretas à gestão republicana, como parentes de pessoas deportadas e vítimas de Jeffrey Epstein.
O presidente nega envolvimento no escândalo sexual ligado ao ex-financista, apesar de registros de ligações passadas entre os dois.
Por outro lado, entre os convidados de honra do presidente estão Erika Kirk, viúva do ativista Charlie Kirk — assassinado em setembro do ano passado —, e a equipe masculina de hóquei, que conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Inverno.
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