Jornal da Noite

Trump pede que Republicanos votem pela divulgação de arquivos de Jeffrey Epstein

Após anos negando, o ex-presidente dos EUA se refere ao caso como uma "farsa democrata" e solicita que seu partido apoie a abertura dos documentos relacionados ao financista

Por Redação
REDAÇÃO

18/11/2025 • 00:54 • Atualizado em 18/11/2025 • 00:54

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou nesta segunda-feira (17) que o Partido Republicano vote a favor da divulgação dos arquivos relacionados ao financista e predador sexual Jeffrey Epstein.

Compartilhar

A mudança na postura de Trump ocorre após anos de negativas em relação ao caso e se dá no contexto da revelação de novos e-mails. Trump, que se refere ao caso como uma "farsa democrata", afirma que não tem "nada a esconder" e que é "hora de superar" a questão.

O pedido de Trump direcionado ao seu partido para endossar a abertura dos arquivos ocorre em meio à crescente pressão pública e política. O tema ganhou novo destaque na semana passada com a divulgação de e-mails por uma comissão da Câmara dos Representantes dos EUA.

Os e-mails revelados indicam que o próprio Jeffrey Epstein acreditava que Trump tinha conhecimento sobre as jovens que eram recrutadas por Ghislaine Maxwell, então companheira de Epstein. De acordo com as mensagens, o recrutamento das vítimas ocorria em Mar-a-Lago, a mansão de Trump localizada na Flórida.

Jeffrey Epstein e Donald Trump foram vistos juntos em diversas ocasiões ao longo de décadas, devido à vasta rede de contatos que o financista mantinha com políticos, empresários e celebridades de alto escalão. Contudo, o ex-presidente americano assegura que cortou relações com Epstein antes de suas condenações.

Contexto do Caso Epstein e Condenações

Jeffrey Epstein era conhecido por operar uma complexa rede de exploração sexual de menores. Ele foi detido em julho de 2019 e, posteriormente, condenado à prisão perpétua. No entanto, o financista foi encontrado morto em sua cela um mês após sua prisão, em agosto de 2019, em um caso que a Justiça americana classificou como suicídio.

Sua ex-companheira, Ghislaine Maxwell, que também é a responsável pelo recrutamento das vítimas e por diversos crimes sexuais em parceria com Epstein, foi julgada e condenada. Maxwell cumpre atualmente uma sentença de 20 anos de prisão em uma penitenciária federal no Texas, nos Estados Unidos.

A solicitação de Trump para a divulgação dos documentos, após a sua negação anterior, é vista como um movimento estratégico em resposta à pressão exercida pelas recentes revelações dos e-mails. A potencial divulgação completa dos arquivos de Epstein pode expor uma lista ainda maior de indivíduos influentes, aprofundando o escândalo.

O Congresso e a Justiça americana continuam a debater a extensão e o momento da liberação integral dos arquivos, que podem incluir registros de voos, depoimentos e outras evidências que detalham a operação da rede de exploração e os nomes de seus frequentadores.

Tópicos relacionados