Jornal da Noite

UTI de hospital é fechada em Campinas (SP) após surto de superbactéria KPC

Unidade detectou sete pacientes infectados durante monitoramento de rotina; novos casos de terapia intensiva serão redistribuídos pela rede municipal

GUILHERME CELEGATO

10/03/2026 • 23:29 • Atualizado em 10/03/2026 • 23:29

UTI do Hospital Mário Gatti é fechada em Campinas após surto de superbactéria KPC Título SEO: UTI Hospital Mário Gatti Campinas fechada bactéria KPC Linha-Fina: Unidade detectou sete pacientes infectados durante monitoramento de rotina; novos casos de terapia intensiva serão redistribuídos pela rede municipal.

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O Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas (SP), determinou o fechamento temporário de sua Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após a detecção de uma superbactéria multirresistente. O microrganismo foi identificado durante exames de rotina realizados pelas equipes de controle de infecção hospitalar da unidade. A medida foi considerada necessária devido à alta complexidade para a eliminação total do agente no ambiente clínico.

De acordo com Andrea Von Zuben, coordenadora da Rede Mário Gatti, a prioridade absoluta é a segurança dos pacientes. Ela ressalta que indivíduos em internações prolongadas, que fazem uso de sondas ou múltiplos acessos venosos, apresentam maior vulnerabilidade à contaminação.

O que é a bactéria KPC?

Os testes laboratoriais confirmaram a presença da KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase), um microrganismo que desenvolveu resistência à maioria dos antibióticos modernos.

  • Público de risco: Pacientes com o sistema imunológico debilitado.
  • Formas de transmissão: Contato direto com secreções (como saliva), uso de equipamentos contaminados ou falhas na higienização das mãos por parte das equipes de saúde.
  • Sintomas comuns: Pode causar infecções hospitalares graves, como pneumonia, infecções urinárias e septicemia (infecção generalizada).

Medidas de isolamento e fluxo de atendimento

Até o momento, sete pacientes foram diagnosticados com a bactéria. Eles já foram isolados em uma ala específica e estão sob os cuidados de uma equipe exclusiva para evitar o contágio cruzado. Outros 13 pacientes da UTI, que não apresentam a bactéria, serão transferidos para enfermarias adaptadas para suporte de terapia intensiva dentro do próprio complexo.

Enquanto a UTI do Mário Gatti permanecer fechada para o processo de desinfecção rigorosa, o fluxo de novos pacientes que necessitarem de cuidados intensivos será redirecionado. A Central de Regulação de Vagas fará o encaminhamento para outros hospitais da rede pública e conveniada de Campinas.