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Juiz sequestrado por 30 horas em SP já foi vítima do mesmo crime em 2021

Vítima de sequestro-relâmpago, Samuel de Oliveira Magro usou código com companheiro para alertar polícia; cinco suspeitos foram detidos.

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

20/01/2026 • 13:02 • Atualizado em 20/01/2026 • 13:12

Polícia Civil São Paulo

Polícia Civil São Paulo

Divulgação/Agência SP

O juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) de São Paulo, Samuel de Oliveira Magro, foi resgatado pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (20), após passar mais de 30 horas como refém em um cativeiro em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. De acordo com a investigação, o magistrado foi alvo de um crime de oportunidade e já havia sofrido um sequestro semelhante em 2021.

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Investigação e prisões

A Polícia Civil informou que cinco adultos foram presos e um adolescente foi apreendido por suspeita de envolvimento no crime patrimonial. Conforme Arthur Dian, delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, o rapto não foi planejado com antecedência. Dian afirmou que alguns integrantes da quadrilha já possuíam antecedentes criminais e as autoridades investigam a participação de mais pessoas no grupo.

Magro foi abordado por uma dupla por volta das 20h36 de domingo (18), na Avenida Rebouças, no Jardim América, bairro nobre da zona oeste da capital. A polícia analisa imagens de câmeras de segurança para verificar a dinâmica da abordagem. No cativeiro, os criminosos realizaram tentativas de transferências de dinheiro, mas as transações não foram concluídas, segundo o delegado-geral.

Código secreto e resgate

O desfecho do caso ocorreu após a vítima utilizar um código combinado previamente com o companheiro. Durante uma ligação recebida ainda no cativeiro, Magro usou a palavra-chave para indicar que estava em risco. O companheiro acionou a polícia imediatamente, embora o termo utilizado não tenha sido revelado pelas autoridades.

A Divisão Antissequestro (DAS) localizou o local em Osasco e libertou o juiz por volta das 6h de terça-feira. Relatos policiais indicam que a vítima não sofreu agressões físicas, mas foi coagida e permanece traumatizada pelo ocorrido. Além de juiz administrativo vinculado à Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz), Samuel Magro atua como auditor fiscal.

Reincidência e o 'golpe do amor'

Esta é a segunda vez que o magistrado é vítima de sequestro. Em 2021, Magro caiu no chamado "golpe do amor", conforme explicou Fabio Nelson, diretor da DAS. Na ocasião, a vítima acreditava que encontraria uma pessoa agendada por aplicativo de namoro, mas acabou rendida.

O diretor ressaltou que esse tipo de crime era frequente no período, com reféns mantidos em cativeiros próximos ao local da abordagem para a realização de transações bancárias. O crescimento do uso do Pix e a facilidade de transferências contribuíram para que, em 2022, o Estado de São Paulo registrasse o maior número de sequestros em 15 anos.