A decisão da juíza Elisabeth Machado Louro de conceder perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino Henri Borel, reacendeu críticas sobre sua atuação em casos de grande repercussão. Há 15 anos, a magistrada esteve no centro de outra controvérsia ao conceder liberdade ao homem que confessou ter matado uma estudante no Rio de Janeiro.
Em março de 2011, a universitária Mariana Gonçalves de Souza, de 21 anos, foi assassinada dentro da escola onde trabalhava, na Zona Oeste do Rio. O pedreiro Luiz Carlos de Oliveira, que realizava uma obra no local, confessou o crime após se apresentar à polícia.
Apesar da gravidade do caso, Luiz Carlos permaneceu preso por pouco mais de 30 dias. Em abril daquele ano, Elisabeth Machado Louro negou o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público, sob o argumento de que o acusado havia se entregado espontaneamente e possuía residência fixa.
“Essa juíza tem que entender o que acontece com uma família quando ela libera um tipo de criminoso. Como é que a família fica? Destruída, acabada. E a minha foi destruída, a minha foi acabada. Todos nós estamos doentes, todos nós estamos sofrendo”, afirmou Sueli Martins, mãe de Mariana.
Dois meses depois, o acusado voltou a ser preso por determinação da Justiça. Em 2014, após a apresentação de um laudo apontando insanidade mental, Luiz Carlos foi absolvido impropriamente pela própria juíza, com a aplicação de medida de segurança.
Agora, Elisabeth Machado Louro volta ao centro do debate público após atuar no julgamento do caso Henri Borel, considerado um dos mais emblemáticos da história recente do Rio de Janeiro. Após 11 dias de júri, Monique Medeiros foi condenada por homicídio culposo por omissão e tortura, mas recebeu perdão judicial da magistrada. Já o ex-vereador Dr. Jairinho foi condenado a mais de 43 anos de prisão.
A decisão gerou críticas de familiares de vítimas de crimes violentos. Mãe de Mariana, Sueli Gonçalves afirmou que sua família foi “destruída para sempre” e questionou os critérios adotados pela magistrada em casos envolvendo réus com bons antecedentes.
Elisabeth Machado Louro integra atualmente a lista de promoção por antiguidade do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e pode ser promovida ao cargo de desembargadora nos próximos anos.
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