
Trump ONU
Al Drago/Reuters
A economia brasileira enfrenta um cenário de tensão devido às novas sanções impostas pelos Estados Unidos, que incluíram a esposa do ministro Alexandre de Moraes e empresas brasileiras na chamada "Lei Magnitsky". Segundo a jornalista, o ambiente se tornou ainda mais complicado com essas medidas, que foram anunciadas pouco antes de uma conferência da ONU na qual o presidente Lula faria um discurso aos líderes globais.
Conforme a análise de Rosa, esperava-se que o presidente Lula adotasse uma postura firme em seu discurso, considerando as sanções americanas como uma tentativa de interferência na soberania nacional. A colunista ressaltou que a expectativa do empresariado era de uma aproximação entre os países, mas o que se viu foi um "esgarçamento" ainda maior das relações diplomáticas e econômicas entre Brasil e EUA.
O impacto das sanções já é sentido no setor produtivo. Empresas que dependem de exportações para os Estados Unidos estão com seus produtos "represados", gerando prejuízos. A colunista menciona que o governo brasileiro liberou um pacote de socorro de R$ 10 bilhões para ajudar esses negócios. Enquanto commodities como petróleo e carne conseguem encontrar outros mercados, as indústrias de bens manufaturados, como máquinas e calçados, estão sofrendo mais, com relatos de férias coletivas e riscos de demissão.
O agravamento da crise econômica ocorre em um momento em que a economia brasileira já dá sinais de enfraquecimento. Conforme Juliana Rosa, o governo anunciou um novo bloqueio orçamentário de R$ 12 bilhões devido à queda na arrecadação de impostos. A economista também fez referência ao boletim do Banco Central, que sinaliza a manutenção da taxa de juros em um patamar elevado por um longo período.


