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Justiça prende 6 por imigração ilegal após naufrágio de casal brasileiro

Polícia Federal e Ministério Público Federal desarticulam quadrilha internacional de imigração ilegal na Operação Borderless

Da redação
DA REDAÇÃO

09/03/2026 • 12:26 • Atualizado em 09/03/2026 • 12:26

Fronteira dos Estados Unidos e México

Fronteira dos Estados Unidos e México

Reprodução/Pixabay

Seis pessoas suspeitas de integrarem uma organização criminosa internacional especializada em promover a entrada ilegal de brasileiros nos Estados Unidos foram presas preventivamente. As prisões, decretadas pela Justiça Federal em Ribeirão Preto (SP), atendem a um pedido do Ministério Público Federal (MPF). A ação faz parte da Operação Borderless, que também cumpriu mandados de busca e apreensão.

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A ofensiva teve início após informações enviadas à patrulha de fronteira dos Estados Unidos (US Border Patrol) pelo irmão de uma das vítimas. O relato indicava que um casal brasileiro desapareceu em março de 2021 durante a tentativa de travessia.

As investigações sugerem que o casal teria morrido em um naufrágio na fronteira entre o México e os EUA. A partir desse episódio, as autoridades conseguiram mapear a estrutura do grupo que operava de forma profissional no agenciamento de migrantes.

Segundo o MPF, o grupo atuava com uma divisão clara de funções para garantir o fluxo clandestino. No Brasil, os membros eram responsáveis pela cooptação e intermediação dos interessados em migrar. Já no México, uma rede de apoio, composta por motoristas e residentes locais, acolhia os brasileiros para a etapa final da viagem. A estrutura preparava as vítimas para tentativas de ingresso tanto por vias terrestres quanto marítimas.

A rede criminosa utilizava estratégias sofisticadas para ocultar os lucros. O esquema envolvia o uso de empresas de fachada e contas bancárias em nome de terceiros (laranjas) para mascarar a origem do dinheiro.

Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi a dinâmica de pagamento: o valor integral pelo serviço de travessia costumava ser quitado pelos clientes apenas após o ingresso em solo norte-americano. Essa tática servia como um atrativo para as vítimas, mas também dificultava o rastreio financeiro imediato pelas autoridades.

O pedido de manutenção das prisões preventivas foi fundamentado na necessidade de garantir a ordem pública. O MPF alertou para o elevado risco de fuga dos envolvidos, destacando que os suspeitos poderiam utilizar as mesmas rotas clandestinas que operavam profissionalmente para escapar da justiça brasileira.

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