
Irã protesto
Majid Asgaripour/WANA/Reuters
O cenário político em Israel foi marcado por fortes tensões nesta quarta-feira (8), após o líder da oposição, Yair Lapid, desferir duras críticas ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O motivo do embate é o recente cessar-fogo de duas semanas estabelecido entre os Estados Unidos e o Irã, que impõe a suspensão de ataques israelenses em território iraniano.
Em declaração publicada na rede social X, Lapid não poupou palavras ao descrever a situação como o maior fracasso diplomático da história do país.
"Israel nem sequer foi consultado enquanto decisões fundamentais para a nossa segurança nacional eram tomadas", afirmou o oposicionista.
Posição do Governo
Apesar das críticas internas, o gabinete de Netanyahu confirmou que Israel respeitará os termos do acordo firmado pelos americanos. No entanto, o premiê deixou claro que o pacto possui limites geográficos e operacionais: a ofensiva militar contra o Hezbollah, no Líbano, não será interrompida e seguirá o cronograma previsto.
Cessar-fogo
Em um desdobramento diplomático, o Ministro das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã, Seyed Abbas Araghchi, emitiu um comunicado oficial anunciando a disposição do país em interromper operações defensivas e facilitar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
A declaração, feita em nome do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, surge como resposta a intensos esforços de mediação liderados pelo Paquistão e a uma nova base de negociações proposta pelos Estados Unidos.
No documento, Araghchi expressa gratidão ao Primeiro-Ministro do Paquistão, Sharif, e ao "Marechal de Campo" Munir por seus "esforços incansáveis" para encerrar o conflito na região.
Segundo o comunicado, o governo iraniano está disposto a negociar com base em. Uma proposta de 15 pontos apresentada pelos Estados Unidos O Irã estabeleceu uma condição clara para a paz: as "Poderosas Forças Armadas" iranianas cessarão suas operações defensivas apenas se os ataques contra o território e interesses iranianos forem interrompidos primeiro.
Um dos pontos mais críticos da declaração refere-se à segurança energética global. O governo de Teerã declarou que, por um período de duas semanas, será permitida a "passagem segura" pelo Estreito de Ormuz.

