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Lixo nas praias de Salvador (BA) cresce no verão; veja impacto

Volume de resíduos saltou de 65 para 75 toneladas diárias na capital baiana; reciclagem é alternativa para preservação ambiental e geração de renda

KRIS LIMA

12/01/2026 • 21:46 • Atualizado em 12/01/2026 • 21:46

O aumento das temperaturas e a consequente lotação das praias em Salvador trouxeram um desafio ambiental para a capital baiana. Desde dezembro, a quantidade de resíduos retirados das areias subiu de 65 para 75 toneladas por dia. O cenário preocupa autoridades e frequentadores, especialmente com a proximidade do Carnaval, período em que o fluxo de pessoas e a geração de descartes atingem o ápice.

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Diferentemente de outras regiões do país, ainda não existe uma legislação específica que preveja multas para quem descarta lixo de forma irregular nas praias. O contraste é nítido quando comparado ao município do Guarujá, em São Paulo, onde a punição financeira para esse tipo de infração pode chegar a quase R$ 10 mil. No ano passado, Santa Catarina também aprovou uma lei estadual que estabelece multas para o descarte irregular de resíduos em todo o seu território.

O papel da reciclagem e o impacto socioeconômico

Diante da ausência de medidas punitivas locais, a reciclagem surge como uma ferramenta essencial para mitigar os danos à natureza. Para o publicitário Valdson Campos, o acúmulo de plásticos e embalagens no mar compromete a experiência de lazer e reflete uma falta de cuidado com o espaço público. A poluição visual e ambiental é um problema que afeta diretamente o bem-estar dos banhistas e a fauna marinha.

Além da preservação dos recursos naturais, o reaproveitamento de materiais como latas de alumínio gera um ciclo econômico relevante. Alessandro Cruz, coordenador de um centro de coleta, ressalta que a reciclagem é fundamental para a redução de emissões e para a economia de subsistência de milhares de pessoas. Atualmente, a coleta seletiva contribui para a geração de renda de mais de 80 mil famílias no Brasil.

O processo de transformação desses resíduos permite que toneladas de materiais, que antes poluiriam a costa brasileira, retornem ao mercado como matéria-prima. A estrutura de limpeza urbana e os centros de coleta trabalham para que o impacto do descarte inadequado seja minimizado, transformando o que seria lixo em recursos reutilizáveis.

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