Band Jornalismo

Lula cobra urgência climática e critica "forças extremistas" que fabricam inverdades

Sem citar nomes, o presidente brasileiro mencionou ainda que "rivalidades estratégicas e conflitos armados" desviam a atenção e acabam concentrando recursos financeiros

Da redação
DA REDAÇÃO

06/11/2025 • 13:29 • Atualizado em 06/11/2025 • 13:36

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

REUTERS/Adriano Machado

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, volta a cobrar nesta quinta-feira, 6, senso de urgência na adoção de medidas mitigadoras das mudanças climáticas. Ao comentar o aquecimento global, o presidente destaca as “dramáticas perdas humanas” causadas pelas alterações no clima.

Compartilhar

Em seu discurso, Lula também classifica que “forças extremistas fabricam inverdades” com o objetivo de obter ganhos eleitorais. A declaração reforça o tom do constante discurso da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, sobre o “negacionismo climático”.

Sem citar nomes, o presidente brasileiro menciona que “rivalidades estratégicas e conflitos armados” desviam a atenção e concentram recursos financeiros que, de outra forma, poderiam ser canalizados para o enfrentamento do aquecimento global.

O cerne da discussão sobre as mudanças climáticas é o financiamento para as ações de mitigação. No ano passado, durante a COP em Baku, no Azerbaijão, foi estabelecido que os países desenvolvidos devem “assumir a liderança” no fornecimento de, no mínimo, US$ 300 bilhões anuais até 2035. Este montante, contudo, é considerado muito aquém do necessário. O Brasil se comprometeu a apresentar, em conjunto com o Azerbaijão, um roteiro para alcançar a meta de US$ 1,3 trilhão.

Alerta global e o contexto da COP30

O relatório de emissões do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) estima que o planeta está sendo direcionado para o patamar de 2,5º Celsius mais quente até 2100. Neste cenário de alerta, o chamado “Mapa do Caminho Baku-Belém” projeta que mais de 250 mil pessoas poderão morrer a cada ano. O Produto Interno Bruto (PIB) global pode encolher em até 30%.

“A COP30 será a COP da verdade”, declara Lula, repetindo o lema que a presidência brasileira tenta emplacar para a conferência que será realizada em Belém (Pará).

O contexto geopolítico atual, que o presidente considera refratário ao multilateralismo, representa um dos principais empecilhos para o compromisso de angariar recursos trilionários para a agenda climática. Exemplo disso é a futura saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, prevista para o início de 2026.

*Com informações do Estadão Conteúdo.