
Donald Trump e Lula
REUTERS/Adriano Machado/REUTERS/Ken Cedeno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, na manhã desta segunda-feira (6), um telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como antecipado com exclusividade pela Band.
A conversa foi acompanhada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda), Sidônio Palmeira (Secom) e o assessor especial Celso Amorim.
Segundo o Palácio do Planalto, por meio de nota, em tom amistoso, os líderes conversaram por 30 minutos, quando relembraram a “boa química” que tiveram ao se encontrarem na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em 23 de setembro. “Os dois presidentes reiteraram a impressão positiva daquele encontro”.
Lula descreveu o contato como uma “oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente. Recordou que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços”.
“Solicitou a retirada da sobretaxa de 40% imposta a produtos nacionais e das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras”, informou o Palácio do Planalto.
Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, designou o secretário de Estado, Marco Rubio, para dar sequência às negociações com o vice-presidente brasileiro Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
“Ambos os líderes acordaram encontrar-se pessoalmente em breve. O presidente Lula aventou a possibilidade de encontro na Cúpula da Asean, na Malásia; reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém (PA); e também se dispôs a viajar aos Estados Unidos”, declarou o Planalto. “Os dois presidentes trocaram telefones para estabelecer via direta de comunicação”.
Conversa foi positiva, avalia Haddad
Fernando Haddad disse que a reunião entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, foi "positiva". Ele se recusou a oferecer mais detalhes sobre o encontro, que ocorreu por videochamada na manhã desta segunda. Segundo o ministro, foi combinado que uma nota a ser publicada pelo Palácio do Planalto vai centralizar as informações sobre a reunião.
Itamaraty afirmou na semana passada planejar encontro entre Lula e Trump na Malásia
O Itamaraty afirmou na quinta-feira (2) que mantém contato com interlocutores da Casa Branca para viabilizar uma conversa entre o Lula e Trump. De acordo com funcionários do governo, o ideal seria uma aproximação em duas etapas: primeiro, um telefonema e, depois, um encontro presencial nos dias 26 e 27 de outubro, durante a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que será realizada na Malásia.
Embora a participação de Trump ainda não esteja confirmada, há grandes chances de que o presidente norte-americano compareça ao evento, o que abriria espaço para a reunião com o chefe do Executivo brasileiro.
Encontro na Assembleia Geral da ONU
Donald Trump e Lula se encontraram na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) no fim de setembro.
“Eu estava entrando e o líder do Brasil estava saindo. Ele me viu, eu o vi, nós nos abraçamos. Chegamos a um acordo para uma reunião semana que vem. Não tivemos muito tempo para conversar, foram 20 segundos”, disse Trump.
(Com Estadão Conteúdo)
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