
Presidente Lula
REUTERS/Alessia Maccioni
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fez críticas à exigência da contenção de gastos e austeridade feita pelo mercado financeiro. A declaração foi feita durante o discurso no início da reunião do Banco do Brics, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (4).
Lula afirmou que a austeridade, política de contenção de despesas e redução da intervenção do Estado na economia, "não dá certo em nenhum país do mundo". "A austeridade exigida pelas instituições financeiras, levou os países a ficarem mais pobres. Toda vez que se fala em austeridade, o pobre fica mais pobre e o rico, mais rico. É isso que acontece e é isso que temos que mudar", afirmou.
No discurso, Lula pediu para que empréstimos e financiamentos sejam remodelados. "Não é doação de dinheiro, é empréstimo para que as pessoas possam ter uma chance de sair da miséria que estão e dar um salto de qualidade. Não é possível viver em um mundo onde se gastou US$ 2,7 trilhões e ainda tenha 733 milhões de pessoas passando fome", criticou.
Ou discutimos uma nova forma de financiamento para auxiliar os países em desenvolvimento e pobres, ou eles vão seguir mais pobres por um século, ou mais - disse Lula.
Para o presidente, representantes do banco podem e devem mostrar que é possível criar um novo modelo de financiamento. "É preciso que a gente reeduque as instituições de que não é possível, no séc. XXI, tratando a questão de financiamento do mesmo jeito. Não é possível que o continente africano deva US$ 900 bilhões e tenha uma taxa de juros que seja maior do que qualquer valor para investimento", afirmou.
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