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Lula diz que ‘não tem tema proibido’ para discutir com Donald Trump

Em entrevista, presidente reforçou que a única coisa que não está em discussão é a soberania do Brasil

Da redação
DA REDAÇÃO

05/02/2026 • 11:58 • Atualizado em 05/02/2026 • 11:58

Lula e Trump em encontro na Malásia

Lula e Trump em encontro na Malásia

Ricardo Stuckert/Brazil Presidency/Handout via REUTERS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou, nesta quinta-feira (5), sobre a viagem que fará a Washington, nos Estados Unidos, para se encontrar com o presidente norte-americano Donald Trump.

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Lula pontuou que eles são presidentes das duas maiores democracias do Ocidente e que não podem ficar conversando por Twitter (atual X). Segundo ele, eles precisam sentar em uma mesa para uma conversa “olho no olho”.

“Somos dois seres humanos com 80 anos de idade. Nós somos presidentes das duas maiores democracias do Ocidente, não pode ficar conversando pelo Twitter. Nós temos que sentar em uma mesa, olhar um no olho do outro, ver quais são os problemas que afligem ele, quais são os que me afligem, o que interessa para os Estados Unidos, o que interessa para o Brasil, e vamos trabalhar juntos”, disse Lula em entrevista ao portal UOL.

“Vamos estabelecer acordos em que a gente possa trabalhar juntos. O que eu disse é que não tem tema proibido para discutir. A única coisa que eu não discuto é a soberania do meu país, essa é sagrada”, afirmou o presidente.

Conselho da Paz

Ao comentar sobre o convite para integrar o Conselho da Paz, o presidente Lula declarou que disse a Trump que se o órgão for para cuidar de Gaza, “o Brasil tem todo o interesse de participar”.

“Agora, é muito estranho que você crie um Conselho e não tenha um palestino na direção desse Conselho. É muito estranho que a proposta apresentada de reconstrução de Gaza é mais um resort do que reconstrução. Eu quero saber quem é que vai reconstruir as casas, os hospitais, as padarias”, pontuou Lula.

“Então, nós estamos dispostos a participar. Falei, inclusive, com o presidente da Autoridade Palestina, o Mahmoud Abbas, de que o Brasil tem todo o interesse de participar. Mas é preciso do que os palestinos estejam na mesa, senão não é uma comissão de paz”, finalizou.