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Lula avalia veto à dosimetria e comenta sobre Bolsonaro: “Tem que pagar”

O presidente afirmou que, quando a pauta chegar à sua mesa, tomará uma decisão com a ajuda de Deus

Da redação
DA REDAÇÃO

11/12/2025 • 15:24 • Atualizado em 11/12/2025 • 15:30

REUTERS/Esa Alexander

Resumo

Entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à TV Alterosa abordou o Projeto de Lei da Dosimetria

Declarações de Lula indicaram intenção de vetar a redução de penas prevista pelo projeto, destacando que Jair Bolsonaro, principal beneficiado pela proposta

Aprovação do texto pela Câmara ocorreu com 291 votos a favor e 148 contra, enquanto Lula ressaltou respeito à tramitação legislativa e aguarda decisão do Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se esquivou de uma pergunta sobre o Projeto de Lei da Dosimetria durante entrevista à TV Alterosa, de Minas Gerais, nesta quinta-feira, 11. O presidente afirmou que Jair Bolsonaro “tem que pagar” pela tentativa de golpe de Estado ele "e Deus" tomarão uma decisão sobre o texto assim que ele chegar ao gabinete da Presidência para sanção.

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"Quando chegar à minha mesa, eu tomarei a decisão. Eu e Deus, sentado na minha mesa", disse Lula.

O presidente foi alertado sobre um acordão para a anistia a Bolsonaro e indicou que pretende vetar a redução da pena.

Apesar de não declarar publicamente se vetará o texto, Lula disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que é diretamente beneficiado pelo texto que reduz as penas impostas aos envolvidos nos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro, "precisa pagar" pela tentativa de ruptura democrática.

"Eu farei aquilo que eu entendo que deva ser feito, porque ele tem que pagar pela tentativa de golpe, pela tentativa de destruir a democracia que ele fez nesse país. Ele sabe disso. Não adianta ficar choramingando agora", disse o presidente.

Lula afirmou ainda que não gosta de dar palpites em temas do Legislativo e que aguarda uma decisão do Senado. Na madrugada desta quarta-feira, 10, a Câmara aprovou o texto que reduz penas dos envolvidos nos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro por 291 votos favoráveis e 148 contrários. A Casa Alta deve apreciar a proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário na semana que vem.

*Com informações do Estadão Conteúdo.