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Lula encerra agenda no G7 após reunião com líderes e debates sobre guerras

Presidente continua sua agenda em Genebra, na Suíça, cidade próxima da francesa Évian

Da redação
DA REDAÇÃO

17/06/2026 • 12:13 • Atualizado em 17/06/2026 • 12:30

Sonia Blota
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Lula e Macron

Lula e Macron

REUTERS/Christian Hartmann

O G7 chega ao fim nesta quarta-feira. Pela manhã, os países-membros e os convidados, como o Brasil, se reuniram com representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da OCDE, o clube dos países desenvolvidos. Em pauta, como promover um crescimento mundial equilibrado, durável e inclusivo.

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O presidente Lula teve um encontro bilateral com o presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sisi, e existe a possibilidade de uma reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Diante das câmeras, não houve afagos entre Lula e Trump, mas foi informado que os dois presidentes se cumprimentaram em um evento na noite de ontem. Pautas como o tarifaço americano e a denominação terrorista para facções criminosas brasileiras ficaram de fora.

Lula continua sua agenda em Genebra, na Suíça, cidade próxima da francesa Évian. O presidente se reúne nesta tarde com o secretário-geral da Interpol, o brasileiro Valdecy Urquiza. Depois, Lula deve conversar com os jornalistas antes de partir para Brasília.

A reunião do G7 deste ano estava cercada de tensões, inclusive por causa dos recentes embates do presidente americano com os países-membros. No entanto, a cúpula ocorreu de forma harmoniosa.

A guerra na Ucrânia e o acordo de paz que está sendo finalizado entre Estados Unidos e Irã dominaram os trabalhos por aqui. Formalmente, todos os países concordaram em aumentar a ajuda a Kiev e pressionar pelo fim da guerra.

Em relação ao Oriente Médio, os países reconheceram os esforços diplomáticos dos Estados Unidos nas negociações de paz e reafirmaram que o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — deve permanecer aberto ao tráfego marítimo internacional.

A paz também deve ser estendida ao Líbano, assim como a restituição de sua soberania territorial e o desarmamento da milícia xiita Hezbollah, ligada ao Irã.

O comunicado também fala em acelerar a reconstrução de Gaza e pôr fim à violência na Cisjordânia.

Bom, no papel, todos estão de acordo. Vamos acompanhar como todas essas medidas serão implantadas na prática.

E, hoje à noite, o anfitrião do encontro, o presidente francês Emmanuel Macron, recebe Trump com toda a pompa no Palácio de Versalhes. Oficialmente, o jantar celebra os 250 anos da independência dos Estados Unidos, mas, nos bastidores, circula a informação de que essa foi uma forma de agradar e manter Trump no evento até o fim.

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