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Lula escolhe advogado da Petrobras para chefiar o Ministério da Justiça

Wellington César Lima e Silva é visto no entorno de Lula como alguém de perfil firme na área de segurança pública, tema central da agenda do presidente e um dos eixos da estratégia política para a disputa da reeleição

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

13/01/2026 • 08:02 • Atualizado em 13/01/2026 • 08:02

Bastidores de Brasília
Wellington César Lima e Silva

Wellington César Lima e Silva

Valter Campanato/Agência Brasil

Resumo

Indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, como novo chefe do Ministério da Justiça e Segurança Pública, decisão comunicada a ministros próximos nesta segunda-feira (12).

Atuação de ministros baianos, como Rui Costa (Casa Civil), Sidônio Palmeira (Comunicação Social) e Jaques Wagner (líder do governo no Senado), foi fundamental para viabilizar o nome de Wellington, que já integrou a Esplanada durante o governo Dilma Rousseff (PT).

Histórico de Wellington inclui passagem de 11 dias como ministro da Justiça em 2016, saída determinada pelo Supremo Tribunal Federal devido à impossibilidade de acumular cargos, e reconhecimento de perfil firme na segurança pública, área estratégica para Lula e relevante na agenda eleitoral de 2026; reunião entre Wellington e Lula está prevista para esta semana antes do anúncio oficial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu indicar o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, para chefiar o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (12), e ministros mais próximos do presidente foram informados ao longo da tarde.

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Com a escolha, o governo passa a ter mais um baiano no núcleo central. Os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social), além do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), atuaram para viabilizar o nome de Wellington, que já integrou a Esplanada dos Ministérios durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Em março de 2016, Wellington ocupou o cargo de ministro da Justiça por 11 dias. À época, deixou a pasta após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que ele não poderia acumular a função no Executivo com a carreira no Ministério Público, optando por permanecer no MP.

Considerado um nome de boa interlocução no Supremo, Wellington é visto no entorno de Lula como alguém de perfil firme na área de segurança pública, tema central da agenda do presidente e um dos eixos da estratégia política para a disputa da reeleição em 2026.

A expectativa é que Wellington vá a Brasília ainda nesta semana para se reunir com Lula, antes do anúncio oficial.

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