Em discurso na Assembleia Geral da ONU, na manhã desta terça-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. O presidente afirmou que Bolsonaro “teve amplo direito de defesa, prerrogativa que as ditaduras negam às suas vítimas”.
Lula validou a procedência do julgamento de Jair Bolsonaro, e defendeu que o ex-presidente “foi investigado, indiciado e julgado, e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso”.
“Não há pacificação com impunidade. Há poucos dias, e pela primeira vez em 525 anos de história, um ex-chefe de Estado foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito, foi investigado, indiciado e julgado, e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso”, disse.
Recentemente, o Supremo Tribunal Federal atribuiu 27 anos e 3 meses de prisão ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelos crimes a ele imputados no julgamento por tentativa de golpe de Estado. Ele e outros sete réus foram condenados por todos os crimes pelos quais eram réus. Veja mais informações aqui.
‘Soberania e democracia são inegociáveis’
O presidente chegou a criticar “falsos patriotas”, a quem acusou de tramar contra o Brasil para interferir em processos do Judiciário – e afirmou que “democracias sólicas vão além do ritual eleitoral”.
"Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos autocratas e a todos que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis. Seguiremos como nação independente e povo livre de qualquer tipo de tutela. Democracias sólidas vão além do ritual eleitoral”, completou.
No discurso, Lula fez alusão às tarifas econômicas impostas pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros criticou interposição dos norte-americanos nos processos internos do país, afirmando que “a agressão contra a independência do poder Judiciário é inaceitável”.
“Não há justificativas para medidas unilaterais e arbitrárias contra as nossas instituições e nossa economia. A agressão contra a independência do poder Judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema-direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas, arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil”, disse o presidente.
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