Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte de Sebastião Salgado, um dos maiores fotógrafos do mundo, que faleceu nesta sexta-feira (23), aos 81 anos.
Em nota nas redes sociais, o presidente ressaltou o “inconformismo com o fato de o mundo ser tão desigual” e o “talento obstinado em retratar a realidade dos oprimidos” de Salgado. O fotojornalista brasileiro morava em Paris, na França, e deixa dois filhos e a esposa, Lélia, com quem era casado há 57 anos.
“Me sinto profundamente triste com o falecimento de Sebastião Salgado, ocorrido na manhã desta sexta-feira. Seu inconformismo com o fato de o mundo ser tão desigual e seu talento obstinado em retratar a realidade dos oprimidos serviu, sempre, como um alerta para a consciência de toda a humanidade”, iniciou Lula.
“Salgado não usava apenas seus olhos e sua máquina para retratar as pessoas: usava também a plenitude de sua alma e de seu coração. Por isso mesmo, sua obra continuará sendo um clamor pela solidariedade. E o lembrete de que somos todos iguais em nossa diversidade. Aos seus amigos e familiares, deixo meu forte abraço", completou.
Sebastião Salgado deixa um legado no fotojornalismo e na fotografia brasileira, com mais de 120 países visitados e diversos prêmios conquistados durante a carreira.
Relembre a carreira de Sebastião Salgado
Nascido em Aimoré, Minas Gerais, Sebastião Salgado se formou inicialmente em Economia na Universidade do Espírito Santo. Nos anos 70, Salgado se aproximou da fotografia como hobby. Mas, em 1973, ele começou a carreira como fotógrafo profissional em agências de Paris, como fotojornalista.
Sebastião Salgado trabalhou também no jornal New York Times e, em 1986, publicou o primeiro livro de fotografias: “Outras Américas”. Em 1986, o fotógrafo registrou o trabalho de mineradores em Serra Pelada, no Pará, a maior mina de ouro a céu aberta na época. Em 1994, Salgado criou a empresa “Amazonas Imagens”, para gerenciar os trabalhos fotográficos.
No cinema, Sebastião Salgado lançou o documentário “O Sal da Terra”, produzido ao lado do filho Juliano Salgado e o fotógrafo Wim Wenders. A obra chegou a ser indicada na categoria de Melhor Documentário do Oscar de 2015.
Sebastião também é fundador do Instituto Terra, uma ONG para recuperar a Mata Atlântica e as nascentes da região onde ele nasceu.
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