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Lula: "Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias"

Presidente se manifesta após operação no Rio de Janeiro e pede coordenação entre governo federal e estadual

Da redação
DA REDAÇÃO

29/10/2025 • 21:02 • Atualizado em 29/10/2025 • 21:02

Lula se manifesta sobre operação no Rio de Janeiro

Lula se manifesta sobre operação no Rio de Janeiro

Reuters

O presidente Lula se manifestou sobre a megaoperação que ocorreu no Rio de Janeiro e que resultou na morte de 119 pessoas e se tornou a mais letal da história da cidade. Ele enfatizou que se reuniu com ministros e pediu que fossem ao encontro do governador. Lula ainda reforçou que é preciso uma maior coordenação entre o governo federal e governos estaduais para combater o crime organizado de forma a não colocar policiais e pessoas inocentes em risco.

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“Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades. Precisamos de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco", afirmou Lula.

O presidente relembrou ainda a operação Carbono Oculto, que desmantelou esquemas de lavagem de dinheiro do PCC na Faria Lima.

“Foi exatamente o que fizemos em agosto na maior operação contra o crime organizado da história do país, que chegou ao coração financeiro de uma grande quadrilha envolvida em venda de drogas, adulteração de combustível e lavagem de dinheiro”, disse.

Ele pediu ainda apoio à proposta da PEC da Segurança, que visa aumentar a participação do governo federal em ações de segurança: “Com a aprovação da PEC da Segurança, que encaminhamos ao Congresso Nacional, vamos garantir que as diferentes forças policiais atuem de maneira conjunta no enfrentamento às facções criminosas”.

Leia a nota completa do presidente:

"Me reuni hoje pela manhã com ministros do meu governo e determinei ao ministro da Justiça e ao diretor-geral da Polícia Federal que fossem ao Rio para encontro com o governador.

Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades.

Precisamos de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco. Foi exatamente o que fizemos em agosto na maior operação contra o crime organizado da história do país, que chegou ao coração financeiro de uma grande quadrilha envolvida em venda de drogas, adulteração de combustível e lavagem de dinheiro.

Com a aprovação da PEC da Segurança, que encaminhamos ao Congresso Nacional, vamos garantir que as diferentes forças policiais atuem de maneira conjunta no enfrentamento às facções criminosas"