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Lula participa do "Davos Latino" e busca equilíbrio diplomático

Presidente brasileiro é o convidado de honra do evento e será o segundo a falar, depois do presidente do Panamá, José Raul Mulino

Da redação
DA REDAÇÃO

28/01/2026 • 08:52 • Atualizado em 28/01/2026 • 08:52

Sonia Blota
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Lula

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REUTERS/Jorge Silva

O presidente Lula está no Panamá e participa hoje do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, conhecido como "Davos Latino". Certamente, o clima é bem mais quente do que na estação suíça de esqui. Quente, também, porque os países buscam alternativas de notícias diante da atual política trumpista dos Estados Unidos para a região — a chamada doutrina Monroe.

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Lula é o convidado de honra do evento e será o segundo a falar, depois do presidente do Panamá, José Raul Mulino. Os dois ainda terão uma reunião bilateral e Lula visita o Canal do Panamá.

O governo brasileiro está tentando achar seu caminho nessa nova geopolítica mundial. Nos últimos dias, Lula falou com o presidente chinês, Xi Jinping, sobre a preocupação com o Conselho de Paz para Gaza capitaneado pelos EUA — visto por vários países como uma ONU paralela sob a liderança de Washington. Ambos concordaram em defender o fortalecimento das Nações Unidas. Lula também afirmou que está entrando em contato com diversos líderes mundiais para encontrar uma forma de defender o multilateralismo.

Por telefone, Lula também conversou com o presidente americano Donald Trump. Ficaram 50 minutos falando, segundo o Palácio do Planalto. Venezuela, ONU e governança global estiveram em pauta. O Brasil foi convidado por Trump para fazer parte do Conselho de Paz para Gaza, mas ainda não confirmou a adesão brasileira. Oficialmente, não tem nem "sim" e nem "não", mas uma visita a Washington será definida em breve.

Diplomacia em diversas frentes

Lula também falou por telefone com o premiê indiano, Narendra Modi — com quem se encontra em Nova Délhi em fevereiro —, com o presidente russo, Vladimir Putin, e, ontem, teve outro longo telefonema com o presidente francês, Emmanuel Macron.

A Venezuela novamente foi tema, mas o principal foi a proposta do Conselho de Paz dos Estados Unidos; novamente, concordaram com o fortalecimento da ONU. Neste mundo que está sendo redesenhado, diplomacia não pode faltar e o Brasil tem tradição nisso. É preciso conversar com tudo e com todos, sem paixões ideológicas. Para crescer de forma sustentável, o Brasil precisa de parceiros no mundo todo, mesmo que este mundo esteja sendo redesenhado.

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