
Lula retorna de viagem e convoca reunião para discutir megaoperação no RJ
Reuters
O presidente Lula retornou da viagem de Estado na Ásia, já está na Alvorada e conversou com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, sobre a megaoperação realizada nesta terça-feira (28), no Rio de Janeiro.
Lula convocou Casa Civil, AGU e Justiça, além da Polícia Federal para reunião nesta quarta-feira (29) para discutir a crise.
A reunião vai servir de base para conversa que vai acontecer com Claudio Castro. o Governo insiste que reunião seja no Rio de Janeiro avaliando que não é um momento oportuno para Castro deixar o estado.
Megaoperação no RJ
Uma megaoperação com 2,5 mil policiais civis e militares é realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28). A ação, chamada Operação Contenção, tem o objetivo de combater a expansão territorial do Comando Vermelho.
Até o momento, segundo a Polícia Civil, 64 mortos, sendo 4 policiais, além de 86 criminosos presos, 93 fuzis e rádios comunicadores apreendidos.
Três pessoas foram baleadas - uma mulher atingida dentro de uma academia e um morador em situação de rua, ambos no Getúlio Vargas, além de um policial do Bope ferido de raspão. Não há informações atualizadas sobre o estado de saúde das vítimas.
Entrevista com Cláudio Castro
Após a megaoperação que deixou um rastro de violência e mortes no Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro, em entrevista exclusiva ao "Brasil Urgente", justificou a ausência de apoio do governo federal na ação e fez duras críticas à postura da União em relação à segurança pública. Segundo Castro, pedidos de auxílio anteriores foram negados, o que levou o estado a agir por conta própria.
O governador aproveitou para fazer uma crítica mais ampla, afirmando que a segurança pública não é tratada como prioridade pelo governo federal. "A gente não enxerga isso como prioridade do governo federal", disparou. Embora tenha elogiado ações pontuais da Polícia Federal, como o fechamento de uma fábrica de fuzis, ele criticou a falta de eficácia no controle de fronteiras e na lavagem de dinheiro, fatores que, segundo ele, permitem que as facções criminosas acumulem um "poder bélico e financeiro incalculável".
Mapa da Guerra
Em meio à caótica operação policial que deixou o Rio de Janeiro em estado de alerta, o programa "Brasil Urgente" apresentou uma verdadeira radiografia do crime na região metropolitana. Utilizando um mapa detalhado que colore as áreas de influência de cada facção, os jornalistas Joel Datena e Rodolfo Schneider explicaram a complexa teia de poder que levou ao confronto e por que o Complexo da Penha se tornou um alvo tão crucial.
O mapa choca pela dimensão do domínio territorial. Com a cor vermelha, o Comando Vermelho (CV) aparece como a facção predominante, com uma mancha quase contínua de poder que se estende por vastas áreas da capital, da Baixada Fluminense e, de forma avassaladora, em Niterói e São Gonçalo, do outro lado da Baía de Guanabara.
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