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Lula: políticas públicas devem priorizar os mais pobres e a classe média

Em agenda no Rio Grande do Sul, presidente defendeu respeito aos ricos, mas destacou necessidade de focar em quem não tem acesso a gabinetes em Brasília.

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

20/01/2026 • 13:32 • Atualizado em 20/01/2026 • 13:39

Lula

Lula

REUTERS/Jorge Silva

Durante cumprimento de agenda no Rio Grande do sul (RS) nesta terça-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, embora os ricos precisem ser "tratados com respeito", as políticas públicas do governo federal devem ser direcionadas ao povo trabalhador, à classe média e às pessoas em situação de abandono.

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Foco em quem não pode fazer pressão

O presidente ressaltou que a prioridade do governante deve ser voltada para os cidadãos que não possuem condições de se deslocar até centros de poder para reivindicar melhorias. Segundo Lula, o compromisso político é essencial para atender as camadas da população que não conseguem visitar gabinetes de prefeituras, governos estaduais ou a capital federal.

Para o petista, a viabilidade de projetos depende exclusivamente da postura de quem ocupa cargos públicos. “Quando tem decisão política, nada é impossível de fazer neste País”, afirmou o presidente, reforçando que a gestão deve olhar para as pessoas que não têm capacidade de exercer pressão direta sobre os políticos.

Investimentos bilionários e habitação

Além das declarações sobre foco social, a agenda no Rio Grande do Sul foi marcada pelo anúncio de novos recursos. Lula informou que o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apresentará investimentos de R$ 24 bilhões destinados ao porto de Rio Grande. O pacote inclui a retomada da construção de navios pela Petrobras e a concessão de terrenos para terminais de exportação.

No campo da habitação, o presidente realizou a entrega de 1.276 unidades do Empreendimento Junção. As moradias fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida - Entidades (MCMV-E) e foram viabilizadas por meio do reaproveitamento de imóveis da União que estavam ociosos ou sem uso, sendo agora destinados para fins de habitação social.