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Lula se dispôs a ser um interlocutor com a Venezuela, afirma chanceler

Durante a semana, Trump intensificou o reforço militar dos EUA no Caribe enviando o porta-aviões Gerald Ford para a América Latina

Da redação
DA REDAÇÃO

26/10/2025 • 07:10 • Atualizado em 26/10/2025 • 07:10

Lula e Trump na Malásia

Lula e Trump na Malásia

Evelyn Hockstein/Reuters

Resumo

Encontro entre Lula e Donald Trump na Malásia discutiu tensões entre Venezuela e Estados Unidos, com o presidente brasileiro se oferecendo para mediar o conflito.

Mauro Vieira, ministro das relações exteriores, relata que Lula propôs ser um interlocutor para encontrar soluções pacíficas e mutuamente aceitáveis entre os dois países.

Atividades militares dos EUA no Caribe são intensificadas com o envio do porta-aviões Gerald Ford, o maior do mundo, enquanto ataques a supostos navios de drogas resultam em cerca de 40 mortes, incluindo venezuelanos.

De acordo com o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira a tensão entre Venezuela e Estados Unidos foi pauta também no encontro entre Lula e Donald Trump, que aconteceu neste domingo (26), na Malásia.

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Segundo o ministro o presidente Lula teria se disposto, durante a reunião, a ser um interlocutor entre os EUA e a Venezuela. O objetivo, segundo o ministro, seria "buscar soluções que sejam mutuamente aceitáveis e corretas entre os dois países".

"Lula levantou o tema [Venezuela]. Falou que América Latina e América do Sul é uma região de paz. Ele se prontificou a ser um contato, interlocutor com a Venezuela para se buscar soluções mutuamente aceitáveis e corretas para os dois países. O Brasil sempre será disposto a atuar como elemento de promoção da paz e do entendimento, sempre foi a tradição do Brasil e continuará sendo. Trump agradeceu e concordou", disse Vieira.

Durante a semana, Trump intensificou o reforço militar dos EUA no Caribe enviando o porta-aviões Gerald Ford para a América Latina, o maior porta-aviões do mundo.

Desde o início de setembro, o Exército dos EUA realizou 10 ataques contra supostos navios de drogas, a maioria no Caribe, matando cerca de 40 pessoas. Embora o Pentágono não tenha divulgado muitas informações, afirmou que alguns dos mortos eram venezuelanos.