
Lula na Cop30
REUTERS/Adriano Machado
Às vésperas de embarcar para a África do Sul, onde participará da cúpula do G20 no fim de semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retorna à COP30 nesta quarta-feira (19), em Belém, para tentar destravar as negociações da conferência do clima. Lula deve chegar à capital paraense na noite de terça (18), após cumprir agenda no interior do Tocantins.
O governo brasileiro demonstra preocupação com o legado que a conferência na Amazônia deixará, após uma primeira semana marcada por discussões truncadas e ausência de avanços concretos. O que poderia se tornar o principal triunfo do encontro — a chamada “Rota de Baku a Belém para 1,3T” — enfrenta resistência e impasses entre negociadores. Países ricos ainda não chegaram a um acordo sobre o formato e a participação de cada nação no financiamento anual de US$ 1,3 trilhão até 2035.
A expectativa no Planalto é que a presença de Lula ajude a, ao menos, viabilizar a criação de um grupo de trabalho para definir a distribuição dos recursos. O presidente quer aproveitar a chegada de ministros estrangeiros nesta semana para fazer um corpo a corpo e tentar convencê-los a aportar recursos no Fundo das Florestas Tropicais para Sempre (TFFF).
Integrantes do governo afirmam que é essencial encerrar a COP30 com algum legado tangível. A avaliação interna é que, sem resultados concretos, o evento — aguardado há anos e visto como vitrine internacional do país — pode ser interpretado como fracasso e explorado politicamente pela oposição, especialmente em ano pré-eleitoral.
Segundo relatos de interlocutores envolvidos nas negociações, até mesmo a extensão da conferência por alguns dias é considerada, caso seja necessária para garantir um desfecho minimamente sólido.
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