
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha
Estadão Conteúdo
Em nota divulgada à imprensa, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou que seu cliente está sendo usado com interesses escusos para atingir o governo após reportagem do portal Metrópoles sobre uma suposta delação premiada de um ex-procurador e de um ex-diretor do INSS.
Defesa nega relação com investigados e fraudes
O texto, assinado pelo advogado Guilherme Suguimori Santos, contesta a informação de que os dois ex-agentes públicos teriam fechado acordo de colaboração "delatando Fábio Luís Lula da Silva e políticos do centrão”. Segundo a defesa, a reportagem não apresenta qualquer dado concreto sobre o que teria sido delatado nem qual seria a suposta participação de Fábio, o que impediria esclarecimentos específicos.
O advogado afirma que Fábio Luís não conhece os indivíduos mencionados e jamais teve com eles qualquer tipo de relação, seja financeira, pessoal ou profissional. Ele sustenta que o cliente não tem vínculo com fraudes no INSS, não participou de desvios e não recebeu valores dessa origem criminosa.
Na visão da defesa, negociações de acordos de delação são sigilosas por determinação legal e jurisprudencial, o que tornaria inverificável tanto a existência do suposto acordo quanto o seu conteúdo. A nota classifica a informação como “factoide” e lembra que a defesa de um dos apontados como delator já teria negado a realização do acordo.
Uso político e críticas à divulgação de dados sigilosos
O advogado também critica a publicação do que chama de “dado vazio” na véspera de uma sessão da CPMI que, segundo o texto, vem discutindo medidas relativas a Fábio Luís. Para a defesa, a divulgação da informação nesse momento será “fatalmente utilizada para fins políticos”, o que, na avaliação do defensor, escancara a atuação de setores com interesses específicos.
Santos lamenta que, mais uma vez, o nome de Fábio Luís Lula da Silva esteja sendo utilizado, na leitura da defesa, de forma indevida e com interesses escusos, em nova tentativa de atingir indiretamente o governo. Ele afirma que “todas as afirmações levianas do passado se comprovaram falsas” e que o mesmo ocorrerá neste caso.
O advogado ainda relata que, diante do que descreve como uma “incessante campanha midiática” baseada em dados parciais e sigilosos de uma investigação em andamento, decidiu requerer ao STF (Supremo Tribunal Federal) acesso à apuração. Conforme a nota, Fábio se colocou à disposição da Corte para prestar quaisquer esclarecimentos considerados necessários assim que tiver conhecimento do que existe, ou não, nos autos.
“Trabalhamos com fatos e provas, não com o combate contra conjecturas inverificáveis”, afirma a defesa na nota assinada por Guilherme Suguimori Santos.
Segundo o advogado, o acesso ao inquérito ainda não foi concedido, o que, para a defesa, impede manifestações adicionais neste momento além do conteúdo divulgado na nota.
Veja o comunicado na íntegra:
São Paulo, 25 de fevereiro de 2026.
Recebemos com surpresa a matéria veiculada no Metrópoles afirmando que um ex-procurador e um ex-diretor do INSS teriam fechado acordo de delação premiada delatando “Fábio Luís Lula da Silva e políticos do centrão”. A matéria não informa nenhum dado concreto sobre o que seria delatado e qual a suposta e alegada participação de Fábio, o que impede qualquer esclarecimento além do fato de que Fábio Luís não conhece esses indivíduos e jamais teve com eles qualquer tipo de relação, financeira, pessoal ou profissional. Fábio não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de fraudes ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa.
As negociações de acordos de delação são sigilosas por previsão legal e jurisprudencial, tornando inverificável a sua existência – factóide que foi negado pela defesa de um dos supostos delatores – e a confirmação de seu conteúdo, que foi meramente mencionado sem apresentação de fatos ou detalhes. A publicação desse dado vazio na véspera de sessão da CPMI que notoriamente vem discutindo medidas relativas a Fábio Luís naquele procedimento será fatalmente utilizada para fins políticos antes de sua confirmação, escancarando a irresponsabilidade de setores com interesses específicos e políticos.
Lamentamos que mais uma vez o nome de Fábio Luís Lula da Silva esteja sendo utilizado indevidamente com interesses escusos, em mais uma tentativa de atingir indiretamente o governo. Todas as afirmações levianas do passado se comprovaram falsas, o que acontecerá também neste caso.
Finalmente, reitero que diante da incessante campanha midiática reproduzindo dados parciais e sigilosos de uma investigação em andamento, entendi ser necessário requerer ao STF acesso à investigação, tendo Fábio se colocado à disposição daquele Tribunal para prestar qualquer esclarecimento eventualmente necessário após ter 2 conhecimento do que existe (ou não existe) naqueles autos – acesso esse que ainda não lhe foi concedido, o que impede qualquer outra manifestação atual, uma vez que trabalhamos com fatos e provas, não com o combate contra conjecturas inverificáveis.
GUILHERME SUGUIMORI SANTOS
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