O assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010, continua sendo um dos casos de maior repercussão no Brasil. Passados mais de 15 anos do crime, os principais condenados — o ex-goleiro Bruno, Luiz Henrique "Macarrão" e o ex-policial Marcos Aparecido "Bola" — seguem caminhos distintos na justiça e na vida pessoal.
Goleiro Bruno: Entre o amadorismo e o retorno ao profissional
Bruno Fernandes, condenado a 22 anos e 3 meses de prisão como mandante do crime, cumpre liberdade condicional desde janeiro de 2023. Atualmente, ele vive no Rio de Janeiro e tem buscado reconstruir sua carreira no futebol:
Recentemente, atuou por clubes amadores como o Azul e Branco FC, de Búzios, e o Independente, no Rio. Existem negociações avançadas para que Bruno assine um pré-contrato com o Capixaba, visando disputar o Campeonato Capixaba de 2026.
Além do futebol, Bruno já atuou como entregador de móveis no Rio de Janeiro para compor sua renda.
Macarrão: Foco na formação de atletas
Luiz Henrique Ferreira Romão, o "Macarrão", foi condenado a 15 anos por homicídio qualificado e sequestro. Ele obteve a progressão para o regime aberto ainda em 2018 e atualmente está em liberdade condicional.
Macarrão vive em Minas Gerais, onde gerencia e atua como treinador em uma escolinha de goleiros. Ele se apresenta nas redes sociais como treinador focado em alto rendimento, trabalhando inclusive com crianças e jovens. Em declarações passadas, afirmou estar arrependido e buscar uma "segunda chance".
Bola: Novas condenações e regime fechado
Marcos Aparecido dos Santos, o "Bola", apontado como o executor do assassinato, vive a situação jurídica mais delicada entre os três. Ao contrário de Bruno e Macarrão, Bola voltou à prisão.
Em julho de 2024, ele foi preso novamente por um mandado relacionado a outro homicídio ocorrido em 2009 (anterior ao caso Eliza). Embora tenha chegado a usufruir de regimes mais brandos e prisão domiciliar durante a pandemia, as novas investigações e condenações o mantêm em regime fechado em Minas Gerais.
Entenda o caso Eliza Samudio
O relacionamento entre Eliza e Bruno começou em 2009, quando ele era goleiro titular do Flamengo. Da relação extraconjugal, a modelo engravidou, mas o jogador não reconhecia a paternidade.
Um ano antes de seu desaparecimento, Eliza registrou queixa contra o atleta por agressão e ameaças. Em arquivos de 2009, a modelo relatou que Bruno a obrigou a tomar medicamentos abortivos sob ameaça de morte.
Conforme a denúncia do Ministério Público, Eliza e o filho foram levados à força para um sítio do goleiro em Esmeraldas, Minas Gerais. No local, ela foi mantida em cárcere privado antes de ser entregue ao ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.
Condenações e fim da carreira esportiva
O julgamento do caso ocorreu em 2013, apontando que a morte da modelo aconteceu em 10 de junho de 2010. Além de Bruno, foram condenados Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e Fernanda de Castro. O ex-policial Bola também recebeu pena de 22 anos de prisão.
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