
Macron
REUTERS/Ints Kalnins
Estados Unidos e Israel continuam com bombardeios intensos no Irã, que responde com a única forma militar que pode diante da superioridade dos dois exércitos: seus mísseis balísticos, de cruzeiro e drones. Além de atingir duramente Israel, o Irã vem atingindo, principalmente, alvos americanos em países do Golfo. Bases e centros diplomáticos: embaixadas e consulados. Depois da embaixada em Riad, na Arábia Saudita, foi a vez do consulado americano em Dubai ser atacado.
As forças armadas americanas informaram que 50 mil soldados estão envolvidos na operação chamada FÚRIA ÉPICA; além de 200 aviões de combate, 2 grupos de ataques de porta-aviões, poderosos bombardeiros — os famosos B1, B2 e B52 — estão sendo usados. 17 barcos da marinha iraniana foram afundados; centros de mísseis, drones e lançadores, destruídos. A resposta iraniana: 500 mísseis balísticos e mais de 2 mil drones contra alvos em Israel e no Golfo. Isso é o balanço americano.
Já Israel, com sua poderosa força aérea, ataca o Irã dia e noite… houve missão onde até 200 aeronaves foram usadas simultaneamente. Hoje pela manhã, o primeiro combate aéreo entre Israel e Irã: o caça americano das forças armadas israelenses, o F-35, derrubou um caça iraniano no espaço aéreo do país. Foi a primeira vez no mundo que o moderno caça derruba um avião em guerra.
Ontem, Israel fez um bombardeio mais do que simbólico contra o regime dos aiatolás. O prédio da Assembleia dos Peritos foi bombardeado, onde normalmente 88 clérigos se reúnem para escolher seu novo líder supremo. Não se sabe ainda sobre mortos e estragos, já que muitos dos aiatolás estavam votando remotamente. O filho do aiatolá Ali Khamenei, Mojtaba, de 56 anos, é considerado linha dura; aliado da Guarda Revolucionária, está sendo apontado como o novo líder supremo do Irã. Hoje pela manhã, o ministro da defesa israelense afirmou que não importa o nome escolhido ou onde se esconderá: Israel seguirá eliminando o regime.
Mas as forças armadas de Israel não se restringem ao Irã. Posições do Hezbollah no Líbano vêm sendo atacadas duramente. Beirute amanhece com colunas de fumaça, assim como o sul do país. Milhares de famílias deixam suas casas e se abrigam como podem.
O presidente francês, Emmanuel Macron, pede que Israel respeite a integridade territorial do Líbano e que qualquer avanço terrestre seria um erro de Tel Aviv. Apesar disso, forças terrestres de Israel já entraram seis quilômetros no território libanês. A Europa continua muito apreensiva com as consequências dessa guerra. Porém, Paris, Berlim e Londres já afirmaram que vão proteger seus interesses e de seus aliados na região.
Em seu discurso para a nação na noite desta terça, Macron confirmou que enviou o porta-aviões CDG e seu grupo de ataque para o Mediterrâneo Oriental. Depois do bloqueio do Estreito de Ormuz, Paris quer assegurar o transporte no Mar Vermelho e no Canal de Suez — que liga o Mediterrâneo ao Mar Vermelho.
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