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Macron rebate Trump e descarta entrar em operação militar em Ormuz

Recentemente, Trump voltou a pedir que países europeus entrem na guerra com os Estados Unidos e Israel contra o Irã

Da redação com Sonia Blota
DA REDAÇÃO COM SONIA BLOTA

17/03/2026 • 12:57 • Atualizado em 17/03/2026 • 12:57

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta terça-feira (17) que o país não participará de uma operação militar “no contexto atual” no Estreito de Ormuz. Em resposta, o presidente norte-americano Donald Trump criticou a atitude dos aliados que, segundo ele, “não estão fazendo nada”.

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Recentemente, Trump voltou a pedir que países europeus entrem na guerra com os Estados Unidos e Israel contra o Irã. Segundo Trump, os EUA gastaram ‘centenas de bilhões’ por ano para protege-los em “uma via de mão única”.

Reações internacionais

O governo da Alemanha rejeitou explicitamente se envolver no conflito no Irã, após o presidente dos EUA, Donald Trump, pedir ajuda de países aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz.

"Não é nossa guerra, nós não a começamos", disse nesta segunda-feira (16/03), o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius. Segundo o ministro, o conflito, que foi iniciado no final de fevereiro pelos EUA e Israel, não tem relação com a aliança militar da Otan.

"Queremos soluções diplomáticas e um fim rápido, mas mais navios de guerra na região certamente não contribuirão para isso", disse Pistorius. "O que é que (...) Donald Trump espera que um punhado de fragatas europeias façam no Estreito de Ormuz que a poderosa Marinha dos EUA não consiga fazer?", questionou o ministro.

Reino Unido descarta entrar na guerra

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou nesta segunda-feira (16) que o Reino Unido não pretende se envolver no "conflito mais amplo" no Oriente Médio, mas admitiu que trabalha com aliados para manter o Estreito de Ormuz aberto, em meio à escalada de tensões na região.

Em coletiva de imprensa em Downing Street, Starmer disse que pretende atuar em conjunto com parceiros europeus na elaboração de um plano para reabrir o estreito, rota estratégica para o escoamento de petróleo. A iniciativa ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir aos aliados que enviem navios para reforçar a segurança no Golfo Pérsico.