
Patrícia Amieiro
Reprodução
A mãe de Patrícia Amieiro, engenheira desaparecida desde 2008, declarou em post nas redes sociais estar revoltada e chocada com a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STF) que negou, por unanimidade, o pedido para ouvir uma testemunha-chave do caso.
“Estou muito triste, nervosa, inconformada, indignada pela decisão do STJ. Julgaram e decidiram não escutar a testemunha que é primordial para o julgamento nesse caso. Infelizmente, as pessoas que julgam não têm empatia, não veem o sofrimento da família”, disse Tania Marcia Amieiro.
A decisão da Sexta Turma do STJ foi revelada com exclusividade pela BandNews FM do Rio de Janeiro. A medida atendeu a um pedido da defesa dos policiais militares acusados de envolvimento na morte da engenheira.
Para a família da engenheira, a decisão contraria importantes manifestações anteriores:
- O Ministério Público já havia ouvido a testemunha, reconhecendo a relevância de seu depoimento;
- A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro havia emitido parecer favorável à oitiva;
- E a própria Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou favoravelmente à escuta da testemunha.
Diante desse contexto, a família entende que a decisão do STJ compromete a busca pela verdade e pela justiça.
“Estamos diante de mais uma negação de justiça. Queremos apenas que a verdade seja ouvida, que as provas sejam consideradas, e que o Brasil cumpra o seu dever de garantir justiça para Patrícia”, declarou Adryano Amieiro, irmão de Patrícia.
A família estuda novas medidas legais e internacionais para assegurar o direito à verdade, incluindo o encaminhamento do caso à Corte Interamericana de Direitos Humanos.
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