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Mais 32 palestinos morrem no cessar-fogo em Gaza

Da redação
DA REDAÇÃO

31/01/2026 • 15:15 • Atualizado em 31/01/2026 • 15:15

Moises Rabinovici

Divulgação/Exército de Israel

Resumo

Ataques israelenses em Rafá resultaram na morte de quatro militantes do Hamas e da Jihad Islâmica Palestina, captura de um comandante e fuga de três envolvidos, além de 28 palestinos mortos, incluindo crianças e membros de uma mesma família, em bombardeios a diferentes alvos em Gaza.

Acusações mútuas de violação do cessar-fogo foram feitas entre Hamas e Israel, em um contexto de conflito que já causou mais de 500 mortes palestinas e quatro israelenses desde outubro, apesar da tentativa de trégua estabelecida após anos de guerra.

Reabertura da passagem de Rafá marca o início da segunda fase do cessar-fogo sob o plano de 20 pontos de Donald Trump, permitindo evacuação de feridos para o Egito e retorno de refugiados, mas enfrenta obstáculos como o desarmamento do Hamas e a exigência israelense de retirada apenas com o grupo desarmado, além da perspectiva de reconstrução de Gaza e formação de força multinacional para policiamento.

De um buraco camuflado na areia de Rafá, em Gaza, saíram oito militares do Hamas e da Jihad Islâmica Palestina (PIJ), na véspera da reabertura da porta para o Egito, neste domingo, para o tráfego de pedestres, em ambas as direções. Israel os atacou, matando quatro deles e capturando um outro. Os três restantes escaparam. Os ataques israelenses deste sábado mataram o total de 32 palestinos, entre eles seis crianças e sete membros de uma mesma família.

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O Hamas e Israel se acusaram de violação do cessar-fogo. Desde que ele começou a vigorar, em outubro, depois de dois anos da guerra que matou 70 mil civis, crianças, mulheres e combatentes, mais de 500 palestinos e quatro soldados israelenses foram mortos.

Um dos que emergiram pelo buraco de Rafá, saída de uma rede de túneis, foi o comandante de um batalhão do Hamas e da PIJ. Agentes do serviço secreto interno israelense, Shin Bet, o levaram preso para interrogatório. Os três fugitivos estão sendo procurados. O porta-voz militar israelense divulgou este comunicado:

“As Forças de Defesa de Israel (IDF) e o Serviço de Segurança Interna (ISA) consideram qualquer violação do acordo com a máxima seriedade e continuarão a agir contra qualquer tentativa de organizações terroristas na Faixa de Gaza de realizar ataques terroristas contra tropas das IDF e civis do Estado de Israel”.

O comunicado do Hamas diz que “o bombardeio de Gaza é um flagrante violação do acordo de cessar-fogo”.

Os alvos dos outros ataques israelenses foram um depósito de armas, uma fábrica de armamentos e duas posições de lançamento de foguetes. O Hamas comunicou que recolheu 28 corpos em sete diferentes localidades, acrescentando que há outros soterrados nas ruínas dos bombardeios. A delegacia de polícia de Sheik Radwan, na Cidade de Gaza, também foi atacada, e seus mortos, que incluem prisioneiros, ainda estão sendo retirados dos escombros.

Com a reabertura da porta de Rafá neste domingo, começará a segunda fase do cessar-fogo, segundo o plano de 20 pontos do presidente Donald Trump que está sendo observado. Os doentes e feridos em Gaza poderão ser levados para hospitais no Egito. E os que fugiram da guerra para o Sinai egípcio têm permissão para voltar, embora muitos não encontrarão mais suas casas.

Essa segunda fase do acordo de paz começa com problemas insuperáveis. Um deles, o desarmamento do Hamas. O grupo quer permanecer em Gaza, portando suas armas pessoais. Há promessas de salvo-conduto aos que queiram partir para outros países. Israel, ocupante de quase 50% de Gaza, deverá recuar para um novo perímetro. Mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu diz que só dá a ordem de retirada com o Hamas desarmado. Se a execução do plano de Trump avançar, a reconstrução de Gaza também terá início e será formada uma força multinacional para substituir o policiamento feito pelo Hamas.

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